Kurt Kraut
Geek profissional
Geek profissional
Nov 14th
O Ubuntu pode ser solicitado gratuitamente através do site http://shipit.ubuntu.com – isso mesmo, você pede pela internet e chega na porta da sua casa sem qualquer custo.
Como o preço para mandar 1 CD é quase igual ao de mandar 50 CDs, eles pedem para que você peça uma quantidade maior do que precisa e divulgue entre seus colegas o Ubuntu. Prática essa que parece cair como uma luva para o jeitinho brasileiro.
O site http://fridge.ubuntu.com em um de seus blocos aleatóris à esquerda revela que o Brasil é o terceiro maior solicitante de CDs do Ubuntu. Eis a lista completa:
1. Estados Unidos
2. Espanha
3. Brasil
4. Chile
5. Alemanhã
6.
Nov 13th
Aloha,
Pensei que fosse coisa de gringo, mas aqui no Brasil já vi mais de um pingüim decorativo enfeitando uma geladeira em cozinhas. O gozado é que só passei a ver depois da febre ‘Ana Maria Braga’ de simplesmente pendurar, grudar, fixar todos os tipos de pinduricalhos nas geladeiras. Vi uma, certa vez, que pensei que ao abrir a porta, de tanto ímã que tinha, dava para aproveitar a cinética da porta e fazer um gerador de energia elétrica…
Traumas de Física à parte, hoje no Brasil é crescente a saída do pingüim da geladeira para o PC. É festejado o uso cotidiano do Linux como uma saída econômica e tecnológica. Mas vamos com calma Juvenal, não é bem assim que a banda toca.
De fato o Ubuntu é promissor nessa área. Não faz sentido você trocar seu sistema operacional por um que te dê mais trabalho. Afinal, as pessoas querem usar o computador como ferramenta e não como finalidade. Se uma ferramenta dá mais trabalho, exige maior tempo de estudo para utilizá-la bem, não faz sentido adotá-la, por mais que ela seja livre, gratuita e de código aberto. O Ubuntu é uma boa ferramenta que visa dar menos trabalho ao seu usuário.
Mas isso é um caminho a ser trilhado, não um objetivo atingido. Por mais fácil que seja utilizar o Ubuntu, uma hora mais cedo ou mais tarde o usuário irá se deparar com uma telinha de terminal pedindo comandos e aí o mundo de maravilhas se desfaz. A diferença gritante é que, em um ambiente gráfico, por mais que não se saiba o que fazer, o usuário pode clicar aleatoriamente em uma das opções e pagar para ver no que dá. Por tentativa e erro, acaba-se chegando no resultado desejado. Agora em uma tela de terminal, onde você tem que digitar o comando, não há espaço para chute: você tem que saber exatamente o que está fazendo ou terá nenhum resultado.
Estou utilizando Ubuntu há algumas semanas e nesse curto período de tempo já tive que entrar na sala escura do terminal e ter que me virar com ele. Para mim, há dificuldade nenhuma, pois já sou calejado desde o MS-DOS. Agora para o usuário normal, isso é um bocado complicado.
Se você perguntar para um usuário de computador qual é o dispositivo que ele controla o computador a tendência dele (suponho eu) é te responder dizendo ‘mouse’. O mouse controla, manipula as imagens na tela e o teclado fica com a função acessória de por palavras na tela, a serem manipuladas inclusive pelo mouse. Portanto, esse vínculo com o terminal, esse controle da máquina pelo teclado está longe de ser intuitivo.
Mas para dar um refresco para o pingüim, nem tudo está perdido. Já se evoluiu muito e a meta do Ubuntu de publicar uma nova versão a cada 6 meses dá a sensação de que, por mais grave que seja seu problema, uma solução será dada a ele no máximo em 6 meses. Velocidade de desenvolvimento que nem os sistemas operacionais pagos conseguem. Minha primeira tentativa com o Linux foi em 1999 com o Red Hat. Infrutífera por sinal, pois ou as coisas funcionavam por elas mesmas ou não conseguia usá-las. Hoje, a documentação é tão ampla, o suporte é tão disseminado, que basta ser alfabetizado para conseguir sanar eventuais problemas com seu Ubuntu.
A tradução do Ubuntu para português não é uma das melhores, mas é mais do que suficiente para seu uso. Nas partes faltantes, o inglês furreca da escola serve muito bem. E na pior das hipóteses, quem poderá te defender ? Nós, do Ubuntu Brasil. Faz parte do nosso pensamento traduzir para o português do Brasil o maior conteúdo possível sobre o Ubuntu, para que ele seja mais acessível a todos.
De resto, falar do Ubuntu é como falar o quão maravilhoso é um sorvete de chocolate: você só entende do que se fala se experimentar por conta própria. Outras postagens desse planeta ensinam como instalar o Ubuntu ou ainda utilizar o LiveCD, um CD com o qual você tem a oportunidade de utilizar o Ubuntu sem instalar no seu computador. Gostaria de frisar que, ao utilizar o LiveCD, lembre-se que um CD-ROM é extremamente mais lento do que um disco rígido, portanto, não ache que no Ubuntu o mundo corre em slow-motion e sim é seu leitor de CD que não aprendeu a girar rápido o suficiente ainda ;P
Abraços,
KurtKraut