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	<title>Kurt Kraut &#187; HTTP</title>
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		<title>Metalink: downloads aos saltos</title>
		<link>http://kurtkraut.net/blog/2007/06/10/metalink-downloads-aos-saltos/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Jun 2007 20:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurtkraut</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Enquanto a natureza não dá saltos, me parece que a internet vive dando os seus. E mais precisamente dois saltos: os de informação e de organização. Lá no início da década de 90, quando as conexões eram discadas e os sites tinham apenas umas duas imagens e fundo cinza, a internet começou a ser povoada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1053/539280807_e2cdc01a59.jpg" alt="" width="500" height="380" /></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Natura_non_facit_saltus" target="_blank">Enquanto a natureza não dá saltos</a>, me parece que a internet vive dando os seus. E mais precisamente dois saltos: os de informação e de organização. Lá no início da década de 90, quando as conexões eram discadas e os sites tinham <a href="http://web.archive.org/web/19961017235908/http://www2.yahoo.com/" target="_blank">apenas umas duas imagens  e fundo cinza</a>, a internet começou a ser povoada em um salto por informações mas com uma grande dificuldade: só era possível acessar um site se você já soubesse o endereço dele. Surgiram então os primeiros catálogos de sites, onde os seus mantenedores declaravam sua existência aos organizadores do catálogo e sites como o brasileiro <a href="http://web.archive.org/web/19961225005433/http://cade.com.br/" target="_blank">cade.com.br</a> apareceram, construindo um salto de organização.</p>
<p>Até que de catálogo em catálogo, eram tantos que era difícil escolher por qual procurar. Outro revés era a raridade de se obter informações atualizadas, já que elas dependiam de uma ação ativa do mantenedor do site catalogado. Tivemos então o salto de informações nesses catálogos e tudo tornou a ficar mais confuso. Como cada salto de informação exige posteriormente um salto de organização, o salto subseqüente foi o advento dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Web_crawler" target="_blank">web crawlers</a>, os tais sites de busca que sozinhos varrem a internet em busca de dados e os organizam em uma página de resultados. Advento esse que atingiu seu ápice na atualidade com a multimilionária <a href="http://www.google.com" target="_blank">Google</a>.</p>
<p align="left">É possível aplicar essa lógica de saltos para as mais diversas áreas da internet. Mas, o que gostaria de tratar aqui hoje são os saltos dos downloads. De início, eram de forma centralizada: um determinado site hospedava arquivos de acordo com a escolha de seus criadores e disponibilizava os links para download. Dentre vários saltos, destaco o surgimento das redes <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/P2P" target="_blank">P2P</a>, que permitiram que qualquer internauta também distribuísse conteúdo, não apenas os detentores de sites na internet. Mas depois da febre e o desmonte do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Napster" target="_blank">Napster</a>, uma série de programas e redes de transferência de arquivos surgiram promovendo uma intensa fragmentação e desorganização. Numa mesma rede tínhamos várias cópias do mesmo arquivo, algumas com mais fontes para download, outras com menos&#8230; até algumas cópias falsas, com vírus e outras pragas.</p>
<p align="left">Isso pedia por um salto de organização&#8230; e esse salto veio com os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/BitTorrent" target="_blank">torrents</a>. Agora ficou mais fácil dar validade e identificar um arquivo (ou o conjunto deles) para download. Com a troca do arquivo .torrent, que contém as informações sobre como localizar um arquivo para download, várias pessoas poderiam baixar com consciência e controle o mesmíssimo arquivo através da lógica P2P. Esse salto de organização, juntamente com a massificação da banda larga, eclodiu a troca de conteúdo multimídia na internet (muitas vezes de forma ilícita), o que rende até hoje <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thepiratebay#Legal_threats_and_actions">lutas judiciais contra sites indexadores de torrents</a>.</p>
<p align="left">Mas os torrents já estão sofrendo um salto de informação. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/LokiTorrent" target="_blank">São</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Suprnova.org" target="_blank">inúmeros</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Pirate_Bay" target="_blank">os</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/AnimeSuki" target="_blank">sites</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Demonoid_%28BitTorrent%29" target="_blank">para</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mininova" target="_blank">buscar</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IsoHunt" target="_blank">torrents</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TorrentSpy" target="_blank">e</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Empornium" target="_blank">já</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/UKNova" target="_blank">fica</a> <a href="http://www.meganova.org/" target="_blank">difícil</a> dentre eles distinguir os arquivos em duplicata que nos interessam. Outro fator que vem a atrapalhar é a cada vez mais popular prática dos provedores de acesso à internet de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Traffic_shaping" target="_blank">diminuir a velocidade</a> dos torrents, o que aparentemente já acontece no Brasil em algumas regiões atendidas pelo <strong>Virtua.</strong> <a href="http://br-linux.org/linux/traffic-shaping-p2p-banda-larga">Skavurzka</a> !</p>
<p align="left">
<p style="text-align:center"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1080/539087658_79f9d3a2f8_o.png" alt="" width="289" height="75" /></p>
<p align="left">Eis que os apresento um senhor salto de organização: o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Metalink" target="_blank">metalink</a>. A lógica é bem parecida com o torrent: um arquivo bem pequeno que contém as informações sobre como baixar o(s) arquivo(s) desejado(s). Mas o prefixo &#8216;meta&#8217; já denuncia: esse arquivinho agrega informações sobre como efetuar o download de um mesmo arquivo nas mais diversas fontes: HTTP, FTP, torrent (P2P) e ed2k (P2P). Ele reune as formas centralizadas e descentralizadas de  transmissão de arquivos. É basicamente a reunião das outras formas existentes de download de arquivos numa só.</p>
<p align="left">Imaginemos o download de uma ISO do <a href="http://www.ubuntu.com" target="_blank">Ubuntu</a>. Este mesmíssimo arquivo com seus mais de 600<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mebibyte" target="_blank">MiB</a> está em dezenas de mirrors HTTP e FTP <a href="http://www.ubuntu.com/getubuntu/downloadmirrors" target="_blank">pelo mundo</a>, em redes do eMule/aMule e certamente em torrents. Através do metalink, você poderá receber pedacinhos desta ISO vinda de todas essas fontes, balanceando a carga entre elas e obviamente atingindo um maior teto de velocidade.</p>
<p align="left">Já existem implementações do metalink para as plataformas Windows, Linux e Mac. Com destaque para o Windows, onde essa tecnologia foi aderida nos populares &#8216;gerenciadores de download&#8217;, como o <a href="http://www.getright.com/" target="_blank">GetRight</a> e <a href="http://www.flashgot.net/" target="_blank">FlashGot</a>. Os criadores do metalink <a href="http://www.metalinker.org/implementation.html" target="_blank">solicitam</a> ajuda dos usuários que gostarem da lógica do sistema para solicitarem aos desenvolvedores do Firefox, Opera, wget, cURL e até do Ubuntu para que incorporem o metalink em seus produtos e o utilize como meio de distribuição. De acordo com site <a href="http://www.metalinker.org" target="_blank">metalinker.org</a>, destes, apenas  o wget já possui um planejamento para a compatibilidade com o metalink.</p>
<p align="left">Falando em Ubuntu, na plataforma Launchpad <a href="https://blueprints.launchpad.net/ubuntu/+spec/metalink-iso-downloads" target="_blank">já foi levantado</a> o uso do metalink pela distribuição mas ainda falta um maior apoio da comunidade pela sua implementação. O que é bem simples, já que não há a necessidade de rodar alguma aplicação server-side como os trackers dos torrents pois o metalink utiliza os trackers já existentes no mundo para sua conectividade com a rede torrent.</p>
<p align="left">Sites de downloads devem se beneficiar muito com esta tecnologia. João Pinto, desenvolvedor do site de downloads de programas para Ubuntu <a href="http://www.getdeb.net" target="_blank">getdeb.net</a> me revelou hoje que planeja, no futuro, oferecer o metalink como forma de download dos programas disponibilizados no site. Os cerca de 100<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gibibyte" target="_blank">GiB</a> trafegados por dia atualmente no site são dividos entre <a href="http://www.getdeb.net/mirrors.php" target="_blank">4 mirrors</a> de grupos de apoio ao Software Livre. Com o metalink, os usuários que fazem os downloads poderiam contribuir cedendo sua banda para upload, equilibrando a equação.</p>
<p align="left">Alguns sistemas operacionais livres já estão sendo distribuídos de forma oficial ou não oficial por metalinks, como <a href="http://www.linuxmint.com/" target="_blank">Linux Mint</a>, <a href="http://download.packages.ro/metalink/opensuse/" target="_blank">OpenSUSE</a>, <a href="http://www.truebsd.org/" target="_blank">TrueBSD</a>, <a href="http://www.gobolinux.org/" target="_blank">GoboLinux</a>, <a href="http://www.pcbsd.org/" target="_blank">PC-BSD</a> e a <a href="http://www.metalinker.org/news.html" target="_blank">lista segue</a>. Sugiro que atendamos ao pedido do pessoal do metalink e comecemos a divulgar em nossas comunidades o uso dessa ferramenta.</p>
<p align="left">
<p align="left">Abraços,</p>
<p align="left">
<p align="left">Kurt Kraut</p>
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