Software Livre

Log da entrevista na PapOnline sobre IRC brasileiro e BRASnet

24

Cerca de 2h30min de entrevista e mais de 1k linhas ! Foi o resultado da entrevista que dei na rede PapOnline.net no ultimo do domingo como anunciei aqui. O log é tão grande que tanto no WordPress (meu blog) e no site da rede (Joomla!) teve que ser subdividido em várias páginas. Dividi aqui no WordPress em 3 páginas em que constam as seguintes perguntas:

Página 1 – clique aqui para ler

1) Primeiramente, diga seu nome, idade, onde mora e o que faz da vida.
2) Como e quando você começou acessar a internet?
3) Então foi através desse kit que você conheceu o IRC?
4) O que te fez gostar do IRC? Em quê ele te atraiu?
5) Qual foi a primeira rede de IRC que você acessou?
6) E a BRASnet? Como você a conheceu e porque você resolveu ficar por lá?
7) Como funcionava o ’sistema’ do #Ajuda? Como eram feitas as admissões de novos Helpers? O que era necessário a uma pessoa para se tornar Helper?
8) O que era o IPPK?
9) Como você encarou a migração da maioria dos helpers para a Rede BRLink (antiga BrasIRC), sem mesmo ter o fim da BRASnet concretizado? Acusavam o HaDDeR, há certo tempo, de participar da equipe da outra Rede, coisa esta que seria encarado como fato grave em tempos remotos. Acredita que os helpers foram influenciados por ele?
10) O que mais atrapalhava o andamento do #Ajuda na sua opinião ?
11) Muita gente sonhava em ser IRCop da BRASnet. Como você se tornou e o que você diria a essas pessoas?
12) Qual sua visão dos canais de suporte atuais, tendo em base o #Ajuda da Rede BRASnet? Acredita que acabaram se tornando uma cópia barata? Ao entrar em um hoje em dia, você acaba se deparando com regras que muitas vezes você ajudou a implantar. Já acabou sendo punido por uma regra sua? (eheh)
12) Como era a sua relação com os admins Mauritz, fabulous e Yuichi ?
14) como era organizada a brasnet em si e sua administraçao junto com a staff?

Página 2 – clique aqui para ler

15) Hoje alguma Rede lhe atrai? Ainda sente motivação ou mesmo se entusiasma com o IRC?
16) A retirada do /lusers causou muita polêmica. Qual(is) foi(ram) os verdadeiros motivos para adotar essa medida?
17) Não há como falar da BRASnet e não tocar no assunto da Telemar. Por quê você acha que a Telemar decidiu se retirar da rede BRASnet?
18) Comente sobre sua briga com flash e o que levou você a sair da brasnet
19) Como você vê o fim da BRASnet? O que isso te fez sentir?
20) Você acredita em uma estrategia de Mauritz para reabertura da BRASnet dentro de algum tempo? Até porque ele ainda é o deterntor do dominio
21) Quem tinha acesso aos logs dos PVT’s, canais, etc? Havia risco de roubo/vazamento de informações dos usuários? Houve algum problema quanto a esse quesito?
22) Quem foram os roots, admins, ircops da brasnet?
23) A BRASnet era conhecida como a rede “capitilista”, cobrava por quase todos os seus serviços adicionais, o que você achava disso?
24) Por que você acha que o IRC sucumbiu?

Página 3 – clique aqui para ler

25) Você já pensou, em algum momento durante a sua ‘vida’ no IRC, em montar a sua própria Rede?
26) imagine que um patricionadar quera ajudar voce, mauritiz e companhia, sem se interessar em poder, comando, NADA. voces pensariao no caso em voltar a Brasnet? Ate pra dar a volta por cima, e fazer um recomeco, ja que sabem onde falharao.
27) Você acha que o IRC tem futuro?
28) E qual seria o interesse dele (Mauritz) em reativar os emails de usuarios da brasnet? nick@BRASnet.orgEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ?
29) Se o protocólo padrão fosse o ipv6 você acha que a rede teria uma outra tragetória?
30) Você conhece o protocolo Jabber? Não achas que redes Jabber podem ser o futuro dos chats pela internet? Já que com o Jabber é possivel fazer salas de chat, igual IRC, falar por VoIP e ainda falar com menssagens instantaneas como o MSN e ICQ.
31) E o que você pensa a respeito dos comentários que dizem que integrantes da BRLink foram quem atacaram a BRASnet
32) Agora sim, hehe, O que você pensa sobre SL?
33) Aproveitando suas palavras sobre o poder de customização do mIRC, como era seu ‘Script’?
34) Nos conte um pouco sobre sua história e tragetória pelo mundo Linux, como conheceu o Linux, quando comecou a usar Linux como sistema principal. Já suou outros sistemas livres?
35) Você já participou de algum projeto relacionado a SL? Se sim, quais?
36) Qual foi o user mais chato que você já conversou ou já conheceu? (hehe)
37) E qual foi o maior mico que você já pagou? hahaha
38) Qual distro voce usa atualmente e por que?
39) quais softwares livres voce usa atualmente?
40) Você parou de dar suas consultas sexuais naquela rádio, cujo nome não me vem à  cabeça? ehehhe..
41) Você já teve ‘facilidades’ na vida real pelo fato de ser o KurtKraut?
42) Em uma pergunta anterior, você ja disse algo em relação a BrLink e seus admins, mais no geral, o que você acha dessa rede?

Extra

E como se não bastasse, algumas perguntas enviadas pelos usuários não puderam ser respondidas a tempo. A PapOnline me fez a gentileza de encaminhar por e-mail as perguntas que não respondi ao vivo e respondo-as aqui:

43) Ao pesar na balança, para você, restaram mais coisas boas ou coisas ruins do seu trabalho no #Ajuda?
R: Eu não conseguiria responder essa pergunta até pouco tempo atrás. Mas recentemente mais de uma pessoa veio me detalhar o seguinte: todo meu rigor fez com que as pessoas pudessem acreditar e confiar numa estrutura. Conseguiam ter coragem para se dedicar ao suporte no #Ajuda porque dei ao canal uma cara de instituição, com modelo de gestão, com governância. Até no mundo do Software Livre é comum você ter comunidades que funcionam quase num regime feudal, onde o Sol nasce e se põe de acordo com a vontade de uma única pessoa ou uma oligarquia. Para que a colaboração voluntária massiva ocorra 24x8x30x365, as pessoas tem que ter a tranqüilidade que a contribuição delas não irá evaporar caso elas mexam ‘com a pessoa errada’. Então todos  os ‘bad boys’ tinham medo de cometer algum deslize sabiam que eu viria cobrar com rigor. Hoje entendo que essa é uma contribuição minha que pende para o lado bom da balança.

44) Você concordava com todas as políticas adotadas na BRASnet?
R: Não. E as vezes jogava o #Ajuda politicamente contra as políticas adotadas pelo próprio Mauritz. Um exemplo clássico disso era o BotServ. Era um serviço pago e eu não achava correto que o suporte voluntário (que já era escasso) atendesse esse serviço. Então criou-se o canal #BotServ destinado a ele e o #Ajuda oficialmente não dava cobertura a esse serviço. São nesses detalhes que você vê a nobreza das pessoas: não lembro do Mauritz dizer um ‘ai’ por conta disso.

45)
Você foi um dos administradores gerais da BRASnet. Explique como era os batidores da administração, as relações entre os admins era saudável, tinha brigas?
Ora eram meras divergências, ora eram brigas sim. Mas sabíamos que tínhamos que aprender a conver junto, gostando de algumas coisas ou não. Excetuando o AYS (Yuchi), nunca usamos a rede ou os serviços dela quando brigávamos. Era apenas bate bova mesmo :P

46) Exponha aqui, caso exista, atitudes ou pessoas que você não aprovasse na administração da BRASnet.
O fabulous era irritadiço e costumava aplicar bloqueios ou punições com quem ia mexer com ele. Eu sempre adotei a mesma política do Mauritz: quando alguém vinha encher o saco, fingia que não estava vendo, que não lia. Ninguém consegue lutar contra aquilo que não vê. Se você esboça nenhuma reação, o cidadão por não saber se está te afetando ou não acaba desistindo. Fui propor esse tipo de coisa para o fbs e ele me falou algo sensato: ‘Ué, eles sabem que eu irei banir eles sempre da rede. Se eles insistem em vir me ofender é porque querem ser banidos mesmo :P’. E passei a entendê-lo. Minha maior desaprovação é com o AYS mesmo, que bania as pessoas com mensagens ofensivas ‘por brincadeira’.

47) Quem te ajudou mais a resolver os problemas administrativos na BRASnet?
R: Excelente pergunta ! Foi uma coisa que depois da entrevista percebi que passou em branco e tinha perdido a oportunidade de homenagear pessoas muito importantes que estavam nos bastidores me ajudando e no fim das contas quem recebia os créditos era eu. Destaco três pessoas que sempre se dispuseram a assinar embaixo de tudo que eu fazia, falava e nunca se recusaram a me ajudar nas tarefas mais árduas: Lion_Dart, vinialves e Black_Dragon. Certamente muitas outras pessoas deram grande apoio, como o Luizim, mas esses três foram mais perenes em toda minha trajetória.

O Lion_Dart sempre foi muito político e me assessorou bastante. Sempre me informava do que acontecia, me dava um panorama dos acontecimentos, ia falar com as pessoas por mim pois tinha tato para isso. O Black_Dragon foi quase que um porta-voz meu, repetindo as mesmas coisas que eu falava mas com mais leveza, conseguindo conquistar mais pessoas do que eu com minha rispidez de general. E o vinialves foi muito importante me ajudando no suporte@brasnet.org respondendo email por email e no Balthasar banindo IPs suspeitos. Para vocês terem uma idéia do quão chato era o trabalho do vinialves, eu passava para ele a lista dos milhares de IPs que atacavam a BRASnet ora por DDoS ora por botnet ele dava WHOIS em IP por IP, copiava o e-mail de abuse de cada IP e mandava email por email com o log do ataque e pedindo providências. Certamente ele já mandou MILHARES de e-mail desse teor.

48) Conte um pouco sobre os records de usuários que a BRASnet foi batendo ao longo dos anos.
R: Como eu disse na entrevista, é uma pena não termos a cultura de registrar a história corrente da internet. Muitas informações se perdem como essa que você me pede. Mas só para aproveitar a pergunta, eu lembro que em um único servidor, um único CPU chegou a ter 32 mil usuários conectados simultaneamente dentro do datacenter da Telemar.

49) Você administrou uma rede que tinha mais de 220 mil nicks registrados. Como vocês admins faziam para atender a todos que tentavam algum contato? (Visto que o número de PVts, por exemplo, era absurdo)
R: Os PVTs eu lia todos, mas não respondia. Fechava dando uma resposta padrão mandando ou consultar o #Ajuda ou o suporte@brasnet.org onde pessoas sob minha supervisão poderia atender os casos. O atendimento todo da rede basicamente caia sob mim e meus auxiliadores pois os outros administradores não se engajavam com isso. Era um volume estrondoso, centenas de emails diários, o que exigia muita dedicação minha e das pessoas que me apoiaram que falei anteriormente. Penso hoje como seria tão mais fácil se fosse por um sistema de tickets.

50) Fale da tão conhecida história que você foi lá na Telemar resetar os services
R: Isso não é UMA história. São várias :D Periodicamente eu ia na Telemar resolver algum problema. Ora os services travavam a máquina ou algum hardware falhava (o que acontecia na maioria das vezes). Mas lembro bem que depois de ter assistido o filme Armagedon, em que um dos personagens senta em cima da ogiva nuclear, brinca de cowboy e diz ‘Ah, eu só queria sentir o poder entre as pernas’, eu confesso que sozinho no gélido datacenter subi em cima do gabinete dos services e repeti a cena :P Cavalguei em cima de quase 30 mil pessoas online. Outro episódio hilário foi quando me dirigi à Telemar achando que era só uma questão de resetar o gabinete quando ouço a máquina do lado de fora da sala apitando. Eu precisava abrir o gabinete para ver o que era mas não tinha levado chave de fenda. Solução !? Girar os parafusos com os dentes :D Consegui girar todos exceto o último. Voltei para casa xingando o Mauritz… ‘Por que apertar tanto o último parafuso !?’ ahahah :P

Uffa… 50 perguntas ! :P Caso queiram fazer comentários, façam neste post. Agradeço a todos pelas perguntas e pelo saudosismo.

Ode ao Ubuntu-PT

8

No além mar também existe Ubuntu. É o caso da comunidade Ubuntu-PT, que possui um Planeta, como também aqui temos. Em homenagem a esta comunidade, ofereço para os leitores do Planeta Ubuntu Brasil um trecho de uma obra dos mais célebres portugueses que inaugura aquilo que nos mais une Brasil e Portugal no Software Livre: a língua portuguesa.

Depois de procelosa tempestade,
Noturna sombra e sibilante vento,
Traz a manhã serena claridade,
Esperança de porto e salvamento;
Aparta o sol a negra escuridade,
Removendo o temor do pensamento:
Assim no Reino forte aconteceu,
Depois que o Rei Fernando faleceu.

“Porque, se muito os nossos desejaram
Quem os danos e ofensas vá vingando
Naqueles que tão bem se aproveitaram
Do descuido remisso de Fernando,
Depois de pouco tempo o alcançaram,
Joane, sempre ilustre, alevantando
Por Rei, como de Pedro único herdeiro,
(Ainda que bastardo) verdadeiro.

“Ser isto ordenação dos céus divina,
Por sinais muito claros se mostrou,
Quando em Évora a voz de uma menina,
Ante tempo falando o nomeou;
E como cousa enfim que o Céu destina,
No berço o corpo e a voz alevantou:
- “Portugal! Portugal!” alçando a mão
Disse “pelo Rei novo, Dom João.” -

Início do Canto IV da obra ‘Os Lusíadas‘, de Camões.

Empacotar é coisa do século passado – acordo de cooperação tecnológica

46

Em seu blog, Ian Murdock, o fundador do Debian nos diz em ‘Como gerenciamento de pacotes mudou tudo‘ que:

Qual é o maior avanço que o Linux trouxe para a indústria ? Essa é uma pergunta interessante, e uma que na minha opinião tem uma resposta simples: Gerenciamento de pacote ou, mais especificamente, a capacidade de instalar e atualizar software através da rede de uma forma transparente, integrada e elegante, juntamente com o modelo distribuído de pacotes. (adaptado)

De fato, é um diferencial ímpar. Mas esta tecnologia do mundo GNU Linux está presa ao século passado. Os programas já compilados que instalamos nas nossas distribuições favoritas são produzidos em um processo artesanal que me remete as antigas linhas de montagem em que cada produto precisava ser manualmente embalado.

Divido aqui a comunidade de software livre em dois grandes tipos: aquela que desenvolve, que está engajada diretamente na produção de software, na programação dele. São projetos como OpenOffice, Gnome, Apache etc. Do outro lado, temos também as comunidades que distribuem esses softwares, que fazem as distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora, ArchLinux etc. São grupos bem distintos com culturas bem distintas e integrados pela prática rococó do empacotamento.

Para efeito de conversa, pensemos no Apache, exemplo favorito de Sergio Amadeu. Quando o projeto Apache lança uma nova versão de seu software, ele lança apenas o código fonte. Cada usuário GNU Linux, para utilizá-lo, tem que baixar o código-fonte e prepará-lo para compilar. Tal tarefa não é uma das mais fáceis e exige tomada de decisão baseada em quesitos técnicos. Cada dependência, cada pedacinho que compõe o programa teria que ser separadamente baixado, compilado e configurado manualmente. Para ferramentas grandes como Gnome e KDE isso chega a levar dias. Por isso vou um pouco além de Murdock: eu diria que o GNU Linux seria insalubre se não fossem os sistemas de gerenciamento de pacotes. Tais sistemas permitem a mágica do único comando ou com um punhado de cliques, o Apache seja instalado já previamente compilado e pré-configurado para o uso mais comum.

Mas… como o pacote do Apache ou de qualquer outro software são gerados ? Eis o processo que me dá arrepios: assim que uma nova versão do software é lançada, um voluntário de cada distribuição GNU Linux existente tem que manualmente fazer o download da nova versão do programa, compilá-la, configurá-la e por tudo isso em um pacote, que por si só, o empacotamento não é um processo simples e como a compilação, exige um engajamento em questões técnicas profundas. De fato, é uma otimização. Uma pessoa faz o trabalho sujo uma vez para que as outras milhares possam queimar essas etapas demoradas e chatas.

- Oras Kurt, mas se é tão bom, do que estas reclamando ?

Homer Simpson

Bem, não posso dizer pelos outros, mas me sinto muito estúpido quando sou obrigado a fazer algo que uma máquina faria muito mais rápido e eficientemente do que eu. Se toda a internet funciona com máquinas independentes, sendo a intervenção humana resumida a alguns Homer Simpsons olhando LEDs piscarem, por que cada singelo software tem que ser manualmente baixado, compilado, configurado e empacotado ? É uma perda de material humano e de tempo.

De fato, a força do Software Livre está em sua construção colaborativa. Mas precisamos depositar força de trabalho naquilo que realmente demanda por um cérebro orgânico. Por que não criamos scripts e softwares que automaticamente criem pacotes para cada distribuição ? Por que precisamos depender de um voluntário para que tenhamos em nossa distribuição favorita um software ? Tal processo ineficiente gera distorções: algumas distribuições tem um pacote e outras não, algumas tem versões mas atuais outras com versões antiquérrimas. Se todos usamos GNU Linux, por que manter em um cenário tão desigual em termos de disponibilidade de software ?

Em vez de cada distribuição criar a cada lançamento de softwares um pacote para ele, basta cada distribuição criar uma única vez um script para empacotar o Apache e a cada nova versão deste software, o script detecta, baixa, compila, configura e põe no repositório devido (por exemplo, os testing ou development).

- Eu já pensei nisso, mas é algo difícil de se fazer…

É difícil porque cada comunidade de desenvolvimento adota padrões diferentes. Tal diversidade atrapalha a construção destes scripts e intrisicamente seu funcionamento. O que venho aqui neste artigo propor de novo é um Acordo de Cooperação Tecnológica (ACT). Se conseguirmos padronizar o modus operandi das comunidades que desenvolvem software livre e das que distribuem, esses scripts funcionariam com tranquilidade. Mas, jamais para criar um padrão único para todas as distribuições e sim acordos de duas partes envolvidas: uma distro e um software combinam um padrão para que o empacotamento possa ser realizado. É a criação de um acordo, uma promessa de se deter a um padrão e não criar um padrão único. Exemplificando: é combinar qual vai ser o uniforme de um colégio e não que todos os colégios do mundo tenham o mesmo uniforme.

Nesse acordo, os projetos de softwares livres que possuem comunidade sólidas, como os que eu mencionei ao longo deste artigo, entrariam em acordo de cooperação com os responsáveis das distribuições que os utiliza ou os distribuem automaticamente instalados (como é o caso do Gnome para Ubuntu) para estabelecer algumas regras, algumas guidelines para o lançamento de novas versões. Onde fica que o arquivo XPTO, como que é a estrutura de XYZ, onde se armazenará o metadata da descrição do programa etc… de forma que:

a) A comunidade que desenvolve o software se compromete a seguir certos padrões no lançamento de seu código fonte, estabelecidos em consenso interno e com as comunidades das distribuições.

b) Cada distribuição assinante do acordo se compromete em desenvolver e manter scripts que façam o empacotamento automático.

- E se o script em algum momento falhar ?

É aí que finalmente deve entrar a força de trabalho humana, lendo os logs do script para detectar o erro, e providenciar a correção dele junto a comunidade que desenvolve o software ou reparando o bug do script para que ele volte a ser autônomo. Também o acordo não iria engessar os desenvolvedores e arrastá-lo para padrões artificiais. Na verdade, ninguém precisa mudar de padrão. Apenas eles precisam ser estabelecidos, listados, fixados, para que os scripts possam ser construídos e funcionarem. Dessa forma, estaremos construindo toda uma cadeia produtiva de lançamento de software livre, caminhando para mais um salto evolutivo nos sistemas operacionais GNU Linux.

UPDATE: Tenho ciência que algumas distribuições mais voltadas para a compilação no ambiente do usuário (como Gentoo e ArchLinux) têm automações parecidas. Não estou aqui sugerindo um processo na relação entre o usuário e o processo de instalação de softwares e sim no processo de empacotamento que a maioria das distribuições Linux fazem entregando ao usuário binários já compilados em forma de pacotes que dependem de intervenção humana. Se observarmos os dados do Distrowatch retirados hoje, temos como distribuições mais populares:

1- PCLinuxOS – RPM
2- Ubuntu – DEB
3- OpenSUSE – RPM
4- Fedora – RPM
5- LinuxMint – DEB
6- Sabayon – Portage
7- Mandriva – RPM
8- Debian – DEB
9- Mepis – DEB
10- Damn Small Linux – DEB
11- CentOS – RPM

Excetuando o Sabayon, todos utilizam essa abordagem manual na criação de pacotes.

Suporte a mensagens offline no Pidgin

13

Pidgin

A que tudo indica, o pombo correio mais querido do mundo do Software Livre deve suportar o envio e o recebimento de mensagens offline para a rede MSN dentro de pouco tempo. É isso que se pode concluir através do roadmap do projeto, a partir do item Activate MSNPv14, versão do protocolo MSN que implementa este recursos. Alguns mensageiros instantâneos como o Emesene já utilizam tal versão do protocolo e o tradicional Pidgin é retrógrado nesse sentido. Talvez se deva pela implementação ser considerada de baixa prioridade (minor) como consta nesta roadmap.

A conclusão pode ser tirada pelo número de tickets da implementação do MSNPv14 na plataforma Trac do Pidgin. Dos 4 tickets (= pendências) desta novidade, apenas um resta ser resolvido. Este ticket corresponde a incapacidade de se remover contatos após a fusão da nova versão do protocolo. Mas, não quero aqui lançar falsas esperanças: há quase 1 ano acompanho esse processo e pouquíssimas colaborações são feitas. Quando abordei developers do projeto tentando persuadí-los a dar mais atenção para a questão, as respostas mais delicadas que recebi foram ‘use Jabber‘. Bem, se apenas dizer isso bastasse, eu não teria mais contatos no MSN e não estaria preocupado com isso. Mas somente com amplas manifestações na lista de e-mail do projeto é que podem saltar aos olhos dos desenvolvedores a importância e a urgência de tal recurso. Portanto, convido todos a fazerem tais manifestações.

Essa situação depõe contra o Linux e outros sistemas operacionais livres. Já vi muitas pessoas debocharem do Linux dizendo algo como ‘ué, mas nem com mensagem offline o Linux é compatível ?‘. É um raro quesito em que Windows fanboys têm razão. Eu dependo do Pigdin por conta dos múltiplos protocolos, por isso não migro para o Emesene. Mas tenho que ter a irritante rotina de logar conta por conta que tenho do MSN no Emesene para ler as mensagens offline. Pelo menos, acho isso menos pior do que o uso de scraps do Orkut para recadinhos assíncronos. Como costumo dizer, scrapbook não é porta de geladeira.

Geladeira

SPAM da Novell

4

foto por Dave Golden

Lembram-se da Novell que levou 30 dias para responder um e-mail de alguém querendo contratar seus serviços ? Menina má: não só a empresa me provocou enorme decepção e agora parece que tem buscado causar minha profunda irritação.

Poucas coisas na internet conseguem ser mais detestáveis que SPAM. Também, poucas coisas conseguem depor mais contra uma empresa como a prática do SPAM. Pois bem, eu tentei fazer um orçamento de uma solução em Software Livre da Novell e além de terem levado 30 dias para responder, agora passei a receber SPAM desta empresa.

Hoje em menos de 1h recebi dois e-mails não solicitados e enviados em massa da Novell, assinados por Ana Dos Santos (ADosSantos@novell.com) e Marcus Almeida (MALMEIDA@novell.com). Em ambos, oferecendo serviços de treinamento em administração de servidores SUSE e mais especificamente no primeiro, os preços variam de R$1.200,00 a R$3.600,00. Será que um treinamento desse nível e com esse preço depende de SPAM para fazer sucesso ? Duvido muito. Como disse antes, só depõe contra.

A senhora Ana dos Santos eu nunca tive contato na minha vida, nem sabia que existia. Mas o Marcus Almeida já fez um tardio mas educado contato comigo, relatado no meu post anterior. Mas o que me chama atenção no e-mail dele é o aviso de rodapé:

Importante: Esta mensagem deve ser lida e utilizada apenas pelo destinatário ao qual é enderecada e pode conter informacões confidenciais ou sob algum tipo de restricão de divulgacão sob as penas
da lei.

Confidentiality Notice: This message is intended only for the use of the individual or entity to which it is addressed, and may contain information that is privileged, confidential and exempt from disclosure under applicable law.

Ou seja, não basta mandar SPAM, tem que ameaçar judicialmente caso o conteúdo seja publicado ? Essa cara-de-pau acho que nem empresas startups de fundo de quintal gerida por adolescentes têm.

O erro é mais didático que o acerto, Andréa

34

Depois que o jornal Estadão cantou de galo sobre a blogosfera tentando semear no público uma desconfiança sobre a inteligência coletiva disseminada pela internet, ficou claro e documentado que a mídia tradicional não consegue compreender os rumos que a atualidade tem apontado na criação, gestão e disseminação da informação além do olhar preconceituoso e pueril que esses veículos lançam sobre estes rumos.

Nessa semana, um artigo publicado no caderno de educação do jornal Folha de São Paulo (em sua versão online) as 12h40min do dia 25/08/2007 confirma o que eu percebia dando palestras em faculdades: a academia, com sua cultura tradicional e erudita é incapaz de compreender o momento da tecnologia da informação que vivemos agora e já começa a tentar defender seus meios e hábitos como um menino arredio. Nesse artigo, sobre o uso de editores de texto em computadores, Andréa Jotta Nolf, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP é entrevistada:

Quem faz texto no Word, por exemplo, tem tudo corrigido automaticamente.” Dessa forma, diz ela, o estudante deixa de prestar atenção em regras básicas da ortografia. “A solução é que as escolas peçam alguns trabalhos escritos à mão, pelo menos nas séries iniciais“, afirma Andréa.

Não. O erro é mais didático que o acerto, Andréa. Quando uma pessoa escreve uma palavra de ortografia incorreta, o computador não corrige o erro magicamente. O usuário é alertado por um grifo pontilhado e vermelho abaixo da palavra e quando se clica com o botão direito sobre ela, o editor sugere uma listas de palavras que parecem a ele mais adequadas para o contexto. Ao ser obrigado a interagir com o programa e selecionar uma palavra mais adequada, o aluno estará aprendendo qual é a ortografia correta da palavra que por impulso ou hábito fonético ele escreveu errado. E mais, algumas palavras que não eram do conhecimento do aluno podem ser exibidas nesta lista, enriquecendo o vocabulário. Essas oportunidades de aprendizagem só acontecem com um editor de texto, dificilmente ocorreriam em meios tradicionais.

De fato, nas séries iniciais é necessário que o letramento ocorra de forma manuscrita. Mas, assim que a criança desenvolver a coordenação motora fina suficiente para que sua expressão escrita seja inteligível a outras pessoas, ela pode ser submetida ao uso de um editor de texto ou a um computador como um todo sem qualquer tipo de prejuízo. Muito pelo contrário, as oportunidades são ampliadas quando esse tipo de prática é feita, como discuti anteriormente. Oportunidades que são facilmente percebidas quando se experimenta uma ferramenta antes de emitir um parecer sobre o uso dela a um jornal em nome de um núcleo de pesquisas de psicologia em informática.

Também não posso deixar de registrar meu desconforto ao ver que o uso de uma marca registrada de um produto é utilizado como sinônimo de editor de texto. É uma boa oportunidade de lembrar que o Word não é a única forma de se escrever, editar e imprimir textos em um computador. As outras alternativas são, do ponto de vista técnico, muito superiores a ele. Recomendo conhecê-las.

Fica aqui o sinal de alerta para a comunidade acadêmica: baixem as armas. Tentem estudar e usufruir do que a tecnologia da informação tem de melhor para ajudar o desenvolvimento do conhecimento. Se a academia continuar apegada aos seus vícios e tradições, ficará à margem das práticas sociais mediadas em ambientes virtuais e por tabela aquém do bendito ‘mercado de trabalho‘ que todo universitário quer atender.

por Kurt Kraut

FISL: Texto Livre

19

Aloha,

Faço um convite a toda comunidade que estiver no FISL 8.0 a assistir a minha apresentação (juntamente com o Leonardo Amaral e Daniervelin Renata) sobre o projeto TextoLivre – www.textolivre.org

Esse projeto oriundo da UFMG (com participação da USP e futuramente mais universidades), coloca o Software Livre nas atividades acadêmicas. É em essência um projeto de documentação onde as comunidades de distribuições Linux, outros sistemas ou Softwares Livres solicitam ao projeto Texto Livre que documentações, programas e outros materiais textuais sejam revisados, traduzidos ou testados pelos alunos ligados ao projeto. Estão atuando ou já atuaram no projeto alunos do curso de Letras, Biblioteconomia e Ciência da Computação, expansível a outros cursos também.

Se a sua distribuição favorita está carecendo de uma revisada na documentação ou seu software livre favorito não está apenas em português, o Texto Livre está oferecendo peopleware, mão-de-obra acadêmica para a produção destes textos com qualidade em Software Livre.

O projeto é uma via de mão dupla: é por a produção acadêmica a serviço da sociedade, a disposição do Software Livre e da inclusão digital como também capacitar os alunos engajados no projeto para o uso do Software Livre em suas pesquisas e cotidiano.

A palestra sobre o projeto será feita no dia 13/04, as 18h na sala Haskell dentro do evento. Para quem não estiver em Porto Alegre e participando do evento, haverá transmissão ao vivo pelo site da TV Software Livre. Recomendo muito a palestra a professores, funcionários e alunos de universidades que pretendem incluir o Software Livre nas atividades acadêmicas.

O portal Under-linux.org abraçou a causa do Texto Livre desde o início e tem sido o principal vetor de nossas publicações. Além da palestra, contaremos com um grupo de usuário no evento juntamente com o portal Under-linux. Receberemos todos os interessados para uma boa conversa e até firmar acordos de cooperação entre a comunidade acadêmica e a comunidade.

Espero vocês lá !

Abraços,

Kurt Kraut

HD da mãe Joana

12

Computadores apesar de parecerem os detentores da organização são incrivelmente propensos a se desordenarem. Na verdade, a culpa é nossa. Somos nós que colocamos cabos ao leo e arquivos a propria sorte. Se já era difícil manter meu HD em ordem quando minha conexão era de apenas 1mb, agora com 4Mb/s essa missão tem sido impossível. Tudo que vou recebendo via IRC, IM, e-mail, ftp ou baixo manualmente vai se amontoando em algumas pastas até se tornar um volume incompreensível de arquivos onde se acha nada.

A solução que encontrei foi de autosabotagem, inspirada numa dieta estranha que ouvi dizer em que você deve grudar na porta da geladeira todas as fotos de quando era magro para se lembrar que um dia você já foi daquele jeito. No meu computador, a solução foi: remover os arquivos baixados caso eu não os organize.

A lógica é bem simples: dentro da minha home tenho uma pasta chamada downloads, e nela vem pastas de cada programa que utilizo para baixar arquivos (Firefox, Gaim, Xchat etc). E lá vão se acumulando tudo o que baixo no computador. Configurei no crontab, um agendador de tarefas, para que semanalmente exclua TODO o conteúdo destas pastas. Como a remoção pode acontecer a qualquer momento, desde daqui a 15min até daqui a 7 dias, sou obrigado a assim que baixar algo, descompactar ou dar o devido tratamento e salvar em uma pasta específica (como musicas, imagens, designs ou documentos), devidamente classificado ou simplesmente deixar apagar-se sozinho como um PDF que baixei só para dar uma olhada.

Para isso, digitei o comando:

crontab -e

Que irá editar a minha crontab. Irá aparecer um editor de texto e a seguinte linha:

# m h dom mon dow command

Ela serve como referência e não deve ser alterada. É bem simples de entender. Esse arquivo é constituído de 6 colunas, separadas por espaço. Onde:

m – minutos (de 00 a 59)

h – horas (de 0 a 23)

dom – dia do mês (1 a 31)

dow – dia da semana (do inglês, sun mon tue wed fri sat)

command – comando a ser executado

Então caso eu queira rodar um comando a cada 15 minutos, as segundas-feiras eu teria que incluir a seguinte linha linha:

15 * * * mon comando

Mas como rodar algum comando semanalmente ? Existem alguns atalhos compreendidos pelo crontab:

@reboot – executar cada vez que o computador foi reiniciado.
@hourly – executar a cada hora
@daily
– executar diariamente
@weekly – executar semanalmente
@monthly – executar mensalmente
@yearly – executar anualmente

Eles são bastante úteis pois, caso uma tarefa esteja agendada para um horário que o computador esteja desligado, quando ele for ligado depois desse horário, a tarefa não será cumprida. Ele não registra ‘tarefas pendentes’. De acordo com Rudnicki, esses atalhos precedidos de arroba podem atuar sim como pendentes e serem executados assim que o computador for ligado.

Então, meu crontab ficaria assim:

# m h dom mon dow command
@weekly rm -rf /home/ktk/downloads/firefox/*

Há de fato algum risco na configuração que defini. Risco de imediatamente após o término da transferência ou durante de um arquivo, dele ser apagado pela infeliz coincidência do crontab entrar em ação. Por conta disso, nosso amigo Carlos Romel propôs nos comentários desse post uma solução. Um script bash que apaga somente os arquivos com mais de 7 dias de idade. Então, faz sentido adicionarmos este script com o valor @reboot. Primeiro, vamos ao código fonte do script:

#!/bin/bash
#
# Elimina os arquivos com mais de sete dias;
#
for d in /home/ktk/downloads/firefox; do

find $d -type f -mtime +7 -exec rm –force “{}” ;

#
# Removemos os diretóios vazios
#
find $d/* -type d -print0 |
sort –zero-terminated –reverse |
xargs –no-run-if-empty –null –max-args 1 rmdir 2> /dev/null
done

Vamos salvar este script em /home/meulogin/scripts/limpardownloads.sh. Para que esse arquivo seja interpretado como um executável, devemos digitar:

chmod +x /home/ktk/scripts/limpardownloads.sh

E adicionar no crontab:

# m h dom mon dow command
@reboot /home/ktk/scripts/limpardownloads.sh

E está tudo feito. A partir de agora, basta se policiar para organizar bem os arquivos :D Como dizem os filmes de espionagem… ‘Esta pasta se autodestruirá em 5. 4, 3, 2 1…’.

Obrigado pelos comentários. Ajudaram a estabelecer uma solução melhor.

Fotos da Festa Edgy no Rio e Floripa

6

Logo depois da Festa Edgy no Rio de Janeiro tive que viajar a trabalho para uma reserva ecológica no litoral de São Paulo. Depois de charfurdar em muito manguezal e também uma picada de vespa para ganhar um terceiro cotovelo, chego em casa em farrapos para ainda em tempo postar as fotos da Festa Edgy no Rio e em Florianópolis, a pedido do BradocK.

Rio de Janeiro

Na fileira da esquerda, de cima para baixo: Ibsen, Junix, eu, Turicas

Na fileira da direita, de cima para baixo: Krysamon, Nelson, estranho, lsilva e Ricardo Pinheiro.

Tanto no Rio como em Floripa As pizzas e CDs circulavam enquanto a prosa e a confraternização rolava solta. Obrigado a todos que participarem dessas festas e outras no Brasil como em Teófilo Otoni (MG) Salvador (BA), Vitória da Conquista (BA), Joinville (SC) e Aracaju (SE).

Festa Edgy Rio de Janeiro: MARCADA

4

Conforme votação aberta em http://wiki.ubuntubrasil.org/FestaEdgyRJ foram selecionados o local, data e hora para a comemoração da chegada da salamandra (Edgy Eft), a próxima versão do Ubuntu a ser lançada nessa semana. Confira os dados:

Local: Pizza & Grill Largo do Machado (ao lado do metrô)
Data: 27/10/06 (sexta-feira)

Hora: 19h

São todos bem-vindos. Quem usa Ubuntu, quem não usa, quem quer conhecer mais sobre o Software Livre e GNU e quer ter uma prosa franca ao vivo com quem usa. Tragam esposas, amantes, filhos, sogras, colegas de trabalho, todos para confraternizarmos e comemorarmos uma nova versão do Ubuntu.

O local escolhido é um rodízio de pizza bastante inusitado, com mais de 180 sabores incluindo alguns assustadores como pizza de sushi ou pizza de bobó de camarão, além é claro, de sabores tradicionais como calabresa. Também servem refrigerantes em 2L para dilatar bem o estômago e encher a pança de forma bem econômica. Afinal, dieta se começa na segunda-feira, não sexta, no dia da festa.

Espero encontrar vocês lá. Não se acanhem, ninguém se conhece bem. Colocarei CDs do ShipIt empilhados na mesa para fácil identificação. Ah, se alguém que use Fedora e OpenSUSE puder ir eu agradeço. Depois do último evento de SL que fui me interessei pelos projetos e gostaria de conhecer melhor.

Para outras cidades, verifique as datas/horas/locais de comemoração clicando aqui.

Go to Top