Geek profissional
Archive for September, 2007
Claro: o pior cego é aquele que não quer ver
Sep 29th

Quando adquiri uma linha da Claro, todos que conheço torceram o nariz e disseram que eu teria problemas na certa. Demorou, mas estavam corretos. A Claro tem se demonstrado ser o pior tipo de cego: aquele que não quer ver.
Paguei minha conta no mês de julho e até a primeira semana de setembro, eles não conseguiram detectar o pagamento da mesma. Coisa que qualquer muambeiro que vende pelo MercadoLivre consegue fazer com perícia. Fui contactado pelo setor de cobrança (que parece ter uma preferência por ligar bem cedo pela manhã) e orientado a enviar um fax com o comprovante de pagamento.
Mas pera aí, um fax ?! Estamos em 2007 ! Que tipo de empresa, ainda mais uma de tecnologia, que oferece serviço de internet móvel, se relaciona com seu cliente por um… fax ? Ah, claro, a Claro ! Me recusei a enviar o fax por meios próprios. Não tenho aparelho de fax e não tem cabimento esse equipamento em tempos atuais. Perguntei a atendente se poderia enviar o comprovante digitalizado por e-mail, ela disse que não seria possível.
Como não tenho fax, eu teria que ir na rua no meu escasso tempo durante o horário comercial caçar um funcionando perto de um lugar que eu trabalhe. Além disso, teria que pagar pelo envio. Oras, se eu adimpli, se eu paguei minha conta, por que tenho que pagar para provar que paguei ? Discuti com a atendente que isso não fazia sentido e ela concordou (em algum acesso raro de lógica por parte de alguém que trabalhe lá).
A atendente me sugeriu que eu fosse até uma loja própria da Claro e pedisse lá que me enviassem o tal fax. Agora sim fazia sentido, eu seria atendido presencialmente num estabelecimento da empresa e lá fariam os trâmites corretos. Assim que fiz, fui numa dessas lojas próprias cujo endereço a atendente me passou e entreguei o comprovante original de pagamento explicando meu caso. A moça que me atendeu dirigiu-se para trás do balcão, passou o fax na minha frente e me entregou o comprovante, agradecendo e desejando-me um bom dia. Considerei o problema resolvido até que 3 dias depois, numa manhã de sábado meu telefone toca. Era o setor de cobrança da Claro, adivinhem, cobrando a conta de julho. E para eles, nenhum fax foi enviado. Incrível, não ?
E agora, o que farei ? Me recuso a pagar para provar que cumpri com meus compromissos fiinanceiros. Tentei utilizar o serviço EmailFax.com.br para cumprir a missão, mas com esse serviço não é possível enviar sinais DTMF antes do sinal de fax, tornando-se impossível navegar em um menu antes de mandar o sinal de fax, que é o caso do atendimento da Claro.
Meu karma com fax não para por aí: só esse ano a incompetência da ItauSeguros a fez perder duas vezes documentos que enviei por fax sobre o furto do meu carro. Será que essas empresas não perceberam que fax é um veículo caro, lento e problemático ? Estamos em plena era das multifuncionais… se você solicita que seu cliente envie uma imagem digitalizada, ela pode ser arquivada na empresa, replicada para vários setores, aparecer na tela do atendente do callcenter… enfim, possibilidades infinitas. Agora quando insistem que dados e documentos sejam transmitidos e armazenados em fiinas folhas curvas de papel, os acidentes são recorrentes e meu caso é para provar isso.

Se tratando de fax, o Ubuntu Gutsy Gibbon, próxima versão do sistema que será lançado no dia 18 de outubro tem novidades. O pacote hplip-gui trás uma ferramenta para envio de faxes e um address book de contatos para as multifuncionais da HP com suporte a fax. Apesar de ter encontrato impressoras dessa modalidade a partir de 300 reais, não é o meu caso. Possuo uma Photosmart C3180 que para minha surpresa foi automaticamente detectada e instalada no Gutsy: bastou ligar ela na tomada e no cabo USB que sem qualquer clique ou configuração, o Ubuntu a detectou e a ativou pronta para uso.
Por fim, queridos profissionais de TI: utilizem um neurônio a mais e por favor, implementem um sistema de recebimento e gerenciamento de imagens em anexo por e-mails. Isso qualquer sobrinho seu que saiba PHP poderá fazer por um preço bastante singelo. Ele pode usar a API do EmailFax.com.br. E quem sabe com a economia que o sistema gerará e a satisfação do cliente você conseguirá ser promovido… seria uma boa, não ? Nem precisa dizer que fui eu que deu a idéia
SPAM da Novell
Sep 27th

foto por Dave Golden
Lembram-se da Novell que levou 30 dias para responder um e-mail de alguém querendo contratar seus serviços ? Menina má: não só a empresa me provocou enorme decepção e agora parece que tem buscado causar minha profunda irritação.
Poucas coisas na internet conseguem ser mais detestáveis que SPAM. Também, poucas coisas conseguem depor mais contra uma empresa como a prática do SPAM. Pois bem, eu tentei fazer um orçamento de uma solução em Software Livre da Novell e além de terem levado 30 dias para responder, agora passei a receber SPAM desta empresa.
Hoje em menos de 1h recebi dois e-mails não solicitados e enviados em massa da Novell, assinados por Ana Dos Santos (ADosSantos@novell.com) e Marcus Almeida (MALMEIDA@novell.com). Em ambos, oferecendo serviços de treinamento em administração de servidores SUSE e mais especificamente no primeiro, os preços variam de R$1.200,00 a R$3.600,00. Será que um treinamento desse nível e com esse preço depende de SPAM para fazer sucesso ? Duvido muito. Como disse antes, só depõe contra.
A senhora Ana dos Santos eu nunca tive contato na minha vida, nem sabia que existia. Mas o Marcus Almeida já fez um tardio mas educado contato comigo, relatado no meu post anterior. Mas o que me chama atenção no e-mail dele é o aviso de rodapé:
Importante: Esta mensagem deve ser lida e utilizada apenas pelo destinatário ao qual é enderecada e pode conter informacões confidenciais ou sob algum tipo de restricão de divulgacão sob as penas
da lei.Confidentiality Notice: This message is intended only for the use of the individual or entity to which it is addressed, and may contain information that is privileged, confidential and exempt from disclosure under applicable law.
Ou seja, não basta mandar SPAM, tem que ameaçar judicialmente caso o conteúdo seja publicado ? Essa cara-de-pau acho que nem empresas startups de fundo de quintal gerida por adolescentes têm.

No véu da Novell
Sep 16th
Quando um amigo me veio pedir opiniões sobre a lojinha que vai abrir, minha primeira pergunta foi sobre os computadores. Eu fico incomodado quando vou comprar um mero refrigerante e me deparo com o logotipo do Windows no canto esquerdo da tela do caixa. Pensando em toda filosofia do software livre e nos custos mais baixos que ele tem a oferecer, resolvi voluntariosamente orçar para meu amigo quanto custaria manter todos os computadores do novo empreendimento dele, desde o caixa até o laptop dele, com soluções ou em software livre ou open source.
O primeiro lugar que me veio em mente foi a Novell. Eles fizeram uma boa apresentação na Semana do Software Livre na UNIRIO no ano passado, falando do case das Casas Bahia, onde todos os computadores rodam Suse, até o leitor magnético do ponto dos funcionários. Foram claros como as Casas Bahia economizaram ao utilizar as implementações e suporte técnico das Novell em vez de ficarem reféns de uma única empresa, vocês sabem muito bem qual.
Então utilizando um formulário de contato no site brasileiro da empresa, pus meus contatos telefônicos e eletrônicos, solicitando contato para orçar toda uma solução de TI para uma empresa, utilizando software livre ou open source.
Com a ajuda do Turicas, constatei através do log da conta Jabber dele, que eu havia dito no dia 16 de agosto que havia entrado em contato com a Novell. E hoje, 16 de setembro, há 2h atrás, recebo este e-mail:
Prezado Kurt,
Nosso maior desafio é siimplificar os ambientes tecnológicos, torná-los cada vez mais gerenciáveis, pois com isto, queremos que nossos clientes cuidem dos seus negócios, fazendo da tecnologia um aliado não um problema.
Sentimo-nos honrados com o seu interesse.
Faço questão de me colocar a disposição para ajudá-lo com maiores informações sobre a Novell e nosso produtos, nas áreas:
- Segurança;
- Gerenciamento de Recursos e ativos;
- Desktop;
- Workgroup;
- Data Center
- Open Source
- Linux
Atenciosamente,
Marcus Vinicius de AlmeidaDiretor de Alianças e ParceriasNovell do Brasil
Uma noiva pode deixar o noivo esperando. Uma empresa não pode deixar um cliente 30 dias no altar. Esse momento de pré-venda é crucial, é a primeira impressão que o cliente tem antes de assinar um contrato e, nesse caso, seria um casamento. No caso de um divórcio… e toda uma infra-estrutura de TI em uma arquitetura, quem ficaria com a custódia das crianças ?
Apesar do e-mail polido e sem internetês, obviamente perdi totalmente o interesse. Na verdade, até havia esquecido que entrei em contato com a Novell. E pelo andar da carruagem, irei perder a oportunidade de libertar uma pequena empresa do monopólio de Redmond. Na lata, respondi:
Olá,
Não tenho mais interesse nas soluções da Novell já que levaram mais de
1 mês para entrar em contato comigo. Se para fechar uma nova
venda/contrato é esse o tempo que se leva, fico suspeitando quanto
tempo levaria para ter um problema resolvido caso migrasse toda a
parte de TI de um business para a Novell.Como sou adepto do Software Livre, espero e torço que não seja esse o
tipo de tratamento que vocês dêm aos clientes que utilizam
implementações livres.Atenciosamente,
Kurt Kraut (ubuntu@kurtkraut.net)
www.kurtkraut.net
E parece que o 16 é um número cabalístico, pois 16 minutos depois, recebo a resposta:
Prezado Kurt,
Em primeiro lugar meu pedido de desculpas.
Assumi a área agora. Estou tentando tirar todo o atraso, veja que enviei este email para você num domigo. Ler a sua resposta faz parte do ônus que terei daqui para frente, devido algumas ações que deixamos de executar.
Realmente respondo este email muito sentido. Espero que não fique com esta impressão. A Novell é uma empresa que quer se aproximar da comunidade e das pessoas que trabalham com Software Livre, sabemos da importância de vocês.
Finalizo pedindo-lhe desculpas, mais uma vez.
Forte Abraço e boa semana!
Marcus Almeida
Mais uma vez, um e-mail bem redigido e no meu entender foi uma boa postura diante do que aconteceu. Mas não mudou minha sensação, minha suspeita. Como posso indicar a Novell, como posso assinar embaixo e fazer com que meu amigo confie a área de TI do business dele a uma empresa que leva 30 dias para responder um contato de venda ? Todo casal começa cheio de carinho e atenção, e com o passar da relação, o interesse e o cuidado diminuem. Se é assim que começaria a relação comercial com a Novell, imagine como seria durante o final ?
Quanto ao ‘veja que enviei este email para você num domigo’, no meu entender, para TI não tem domingo, natal ou reveillon. A internet é 24x7x30x365, vendas e problemas podem acontecer a qualquer hora do dia. Não vejo o atendimento em domingo algo excepcional, acho que é o mínimo que se pode fazer para quem tem e-mails 30 dias atrasados. Não é a toa que hoje só adquiro produtos da Linksys e hospedo sites na UPX: ambas atendem plenamente todos os dias da semana.
Por fim, desejo sorte ao Marcus. Pelo visto tem muito trabalho por fazer.
EmailFax.com.br: enviando e recebendo fax via internet
Sep 16th

Tive a oportunidade de experimentar o serviço EmailFax.com.br, que permite o envio e o recebimento de fax via internet. Em meu teste, enviei um fax para meu advogado José Vitor, em Santa Catarina, que está me assessorando em um caso contra a operadora Claro, o que deve render um post assim que concluído.
O preço é bastante modesto, mais barato que enviar fax pelas papelarias do centro do Rio de Janeiro. Eles operam em um regime de créditos, portanto, pré-pago. Quanto mais créditos você comprar, menor é o valor por crédito adquirido. Ou seja, quanto mais você consumir, menos irá pagar por fax. O que é bastante sensato, diferentemente de serviços que nos cobram mais quanto mais precisamos deles. Inicialmente cada crédito custa R$1,00 – chegando a custar 89 centavos quando comprado em um pacote de 500 créditos. A cada página será debitado 1 crédito no primeiro minuto. Após o primeiro minuto, a cobrança é por tempo, sendo cobrado 0,1 créditos a cada 6 segundos. Esses valores são para qualquer envio para telefones no Brasil, que é válida para a maioria dos outros países. O envio de uma página para o José Vitor (ou seja, do RJ para SC) me custou R$1,40. Por enquanto a inclusão de créditos é feita apenas por cartões de crédito da bandeira Visa ou AMEX e, em breve, via boleto bancário. Vale a pena frisar que os créditos não expiram: uma vez adquiridos, você pode utilizá-los quando quiser.
A imagem acima demonstra a interface do sistema assim que se entra com login e senha. O seu saldo atual e as tarifas são expostos logo de cara, uma postura ao meu ver bastante correta. O site é bastante intuitivo e leve, pois não abusa de imagens ou recursos pedantes como Flash. Basta nessa tela, preencher o código do país, o DDD e o número do telefone para o qual se deseja enviar um fax e embaixo indicar qual arquivo deseja enviar. São suportados os formatos DOC, PDF, TIF, TXT, XLS, HTM, PPT, GIF, JPG, PS, RTF, BMP e PCX. Senti falta dos formatos ODF e do PNG, o que é amenizado pela presença do PDF e do PS. Ao enviar o fax, o número de telefone indicado irá tocar já com o sinal de fax. Automaticamente ou manualmente o destinatário terá que ativar o sinal de fax para que a transação prossiga.
Assim que o arquivo selecionado é enviado para o sistema, uma página o manterá informado sobre o status do envio. A achei bastante elucidativa.

É possível visualizar o fax tanto antes como depois de seu envio. Há uma página que contém o histórico dos faxes enviados com suas respectivas imagens e status. No meu caso, houve a falha no envio de um deles pois não me deram sinal de fax:

O fax foi recebido por meu advogado em boa qualidade, como qualquer fax comum. E isso porque estamos falando de envio. O serviço permite ainda o recebimento de fax, com um número de telefone com os códigos de área 11, 21, 27, 48 e 85. E não para por aí: eles disponibilizaram uma API que permite que um programador faça um sistema que automaticamente se integre ao EmailFax.com.br. Imagine seu site, sua intranet ou qualquer sistema enviando e recebendo faxes automaticamente. Isso o EmailFax permite.
Gostei muito do serviço e virei freguês. Gostei por existir atendimento por telefone, os e-mails do suporte são respondidos rapidamente e também pela sensibilidade com a blogosfera: para fazer esse review paguei nada. Eles geraram créditos para que eu pudesse analisar o serviço. Isso é uma característica típica de uma empresa que confia no seu taco. Fica aí então a dica.
Em resposta ao Oheremita: pensando sobre o ato de estudar
Sep 8th

Este post é uma resposta a outro post escrito por Oheremita em seu blog em julho deste ano. Nele, Oheremita nota algo que usualmente deixamos escapar: lembramos com detalhes de muitos filmes que já vimos, até os que não gostamos. Mas dificilmente lembramos do conteúdo que aprendemos na escola, as vezes, a até a matéria que foi vista essa semana. E conclui dizendo:
Hoje temos a “tecnologia”, efeitos especiais, podemos criar dinossauros como se fossem de verdade, naves espaciais, mundos imaginários, gerras cataclísmicas (…). Penso que se usarmos nossa capacidade e transformarmos nossa escola, de inspetora para orientadora, e a tecnologia das artes cênicas, mais notadamente o cinema, para ensinar aos nossos filhos, poderemos dar mais um passo rumo a uma civilização…
Realmente, hoje a escola parece mais inspecionar do que orientar. É que o mundo mudou muito mais rápido do que ela consegue entender e nesse descompasso quem mais perde é o professor e o aluno. Mas não foi a escola que, de repente, se tornou desinteressante. Foi o mundo que passou a ser muito mais interessante que a escola.
O professor hoje raramente dispõe mais do que 5 cores de giz para utilizar no quadro negro enquanto o aluno tem no bolso da calça um display LCD da ordem de milhões de cores acoplado em um celular repleto de jogos. Um mero prato de arroz, feijão e bife tem muito menos sabor do que os biscoitos ultravitaminados, hipercoloridos que explodem na boca, deixam a língua azul e ainda com direito a brinquedinho novo no final. Tanto os professores como os pais cairam numa luta desleal contra a parafernália atual que desvia a atenção de nossos jovens e os viciam. Vício ? Sim, vício por estímulo.
Veja como os sentidos da geração que hoje freqüenta a escola é bombardeada. No visual, quase tudo ou pisca ou brilha no escuro. Na audição, os mp3 players, os toques de celular, o surround na TV em casa. No tato os diversos tecidos, texturas, cama de mola, os infláveis, os emborrachados (e indestrutíveis). No paladar os biscoitos ultravitaminados, os refrigerantes, iogurtes. No olfato os perfumes, tanto as colônias para passar no corpo como também no cheiro artificial dos brinquedos. E raramente os sentidos são estimulados sozinhos: pense no quão forte é o gosto e o cheiro de um pacote de Cheetos, como são barulhentos e piscantes os brinquedos de camelô ou ainda os controles de videogame que tremem quando algo acontece na tela.
Nossos jovens são viciados em estímulos. Não me excluo disso: também sou. Estamos tão acostumado a ter nossos sentidos estimulados que poucas quantidades de estímulos são desinteressantes ou entediantes. É assim que o joguinho de celular é mais interessante que uma aula de Biologia. É assim que um pacote de Trakinas é mais interessante que o arroz e feijão.
Resta então uma dúvida cruel para a escola: como combater o desinteresse dos alunos ? Combatendo o vício dos estímulos, fazendo-os desacelerar o ritmo louco que vivemos hoje e tentando proporcionar a eles uma vida mais pacata (e até saudável) ou tornar o espaço da sala de aula também hiperestimulante para fisgar os alunos ? Me parece que a maioria tem optado por combater fogo com fogo: entrando na era do hiperestímulo.
Quem deslancha na ponta, como era de se esperar, é a rede privada não-tradicional. Cursos de inglês, por exemplo, já têm em redes inteiras datashow e computador em cada sala de aula, onde as aulas são ministradas com recursos multimídia do computador, permitindo interatividade sob o acompanhamento de um professor. Aos poucos também as escolas regulares estão entrando nessa onda, principalmente com a disseminação dos ‘Colégios e Cursos‘, pois, por terem uma cultura de pré-vestibular, trazem o perfil do professor showman, que usa microfone, que ensina coreografias, danças e músicas para fixação do conteúdo.
Qualquer que seja a abordagem, seja no desacelerar em busca de uma escola mais zen ou numa escola multimídia e jovem, a peça mais importante é o professor. Ele precisa ser capacitado para ambas abordagens e no caso da segunda, ela precisa ser feita com Software Livre.
Afinal, educação em tecnologia sem Software Livre não é educação: é adestramento. No máximo, treinamento. Uma escola que oferece uma formação para a atualidade não pode apenas tratar o computador como um o templo da dupla ‘Editor de texto e impressora‘. Da mesma forma como a escola tem que oferecer um letramento textual, permitindo que o aluno aprenda a ler, escrever, interpretar e se expressar, tem que também oferecer um letramento digital. Desmistificar a tecnologia, o funcionamento da internet, as novas relações humanas, financeiras e intelectuais estabelecidas através da internet e novos os paradigmas de propriedade intelectual. Por acaso existe algo melhor que Software Livre para fazer isso ? Acho que não


