Geek profissional
Archive for June, 2006
Pondo a carroça na frente dos bois
Jun 27th

E não é que fizemos o segundo podcast do Planeta Ubuntu Brasil ? Enquanto não publico com a pauta do que foi discutido, os mais apressados podem já baixar via torrent os arquivos completos e ainda enfartar de rir com algumas pérolas dos bastidores
Confira os links abaixo:
Primeiro bloco – OGG (14.9mb) / MP3 (17.2mb) com duração de 37:35
Segundo bloco – OGG (11.4mb) / MP3 (14mb) com duração de 30:41
Terceiro bloco – OGG (17.1mb) / MP3 (21.4mb) com duração de 46:47
Quarto bloco – OGG (1.4mb) / MP3 (1.8mb) com duração de 3:57
Pérolas – OGG (2.9mb) em tar.gz
Para maior qualidade e menor tamanho de arquivo, prefira o formato OGG. Se você está nos acompanhando pelo Windows, poderá ouvir OGG pelo Winamp ou em outros players como Windows Media Player instalado este codec.
O quê ? Não sabia que temos podcast ? Aliás, você sabe o que é um podcast ? No nosso caso, nada mais é do que um talk show falando sobre Ubuntu e Software Livre. Recomendo você ouvir nosso primeiro podcast clicando aqui.
Adocica, meu amor
Jun 24th

Adocica, meu amor, adocica
Adocica, meu amor, o meu Guia ô !
Adocica, meu amor, adocica
Adocica, meu amor, o meu Guia ô !
É isso mesmo. Do fundo do baú ou de dentro do caixão trago Beto Barbosa e seu hit ‘Adocica’ para convidar a todos a adocicarem o Guia Dapper. Quando digo ‘adocicar’ ou ‘por açúcar’ no Guia quero dizer que o texto precisa ser revisado e modificado para uma forma mais amistosa, mais detalhada, passo a passo, fácil de acompanhar e compreensível para o usuário recém-chegado no mundo Linux.
Isso pode ser feito por qualquer um. Não precisa ter anos de experiência no mundo Linux para isso. Com certeza no Guia tem algum procedimento que você já teve que fazer e que você tem um caminho/método melhor para realizá-lo ou é capaz de explicar melhor cada passo. As vezes é muito bom até que o usuário pouco experiente crie/modifique documentações pois ele ainda tem o olhar do usuário leigo, sabe identificar que tipo de instrução é complexa e que nível de detalhamento os usuários em geral
É muito importante que este Guia do Dapper esteja o mais polido e açucarado possível pois será uma das documentações que irá durar mais tempo. Sendo o Dapper uma edição LTS do Ubuntu, essa documentação terá que estar em dia com o carnê do Baú por no mínimo 3 anos, período em que a plataforma desktop será suportada. Então, mesmo com a chegada de duas novas versões do Ubuntu ao ano, este Guia ainda será uma fonte de consulta de grande valia.
Mas então, como açucarar o Guia ? Fácil ! Acesse já o wiki do Guia e procure lá algum assunto ou procedimento que você se sinta confortável em trabalhar. E basta ler as instruções ali escritas. O que etá esrito, faz sentido para você ? Você acha que poderia ser explicado melhor ? Acha que mais passos poderiam ser adicionados ao documento ? Usar termos mais simples ? Basta editar o wiki e nos oferecer o melhor do seu ponto de vista: ponha açúcar no texto !
Se gostaria de trocar idéias antes de fazer alterações ou tirar dúvidas, venha conversar conosco no #Ubuntu-BR-tradutores da Freenode.
Abraços,
KurtKraut
Lançado Dapper para Niagara (SPARC)
Jun 16th

Fabio Massimo Di Nitto anunciou hoje o lançamento do Ubuntu Dapper Drake para servidores de arquitetura Niagara (processadores UltraSPARC de 64 bits com 4 a 8 núcleos). Esses pequenos servidores, de dimensões próximas a um aparelho de DVD, suportam até 32gb de RAM. O brinquedo custa a partir de U$2.995. É um grande passo para o nosso sistema no mundo corporativo e o Ubuntu para SPARC vem desmentir que trata-se é apenas uma distribuição para desktop. No mundo dos servidores, já começamos e muito bem.
O Ubuntu para SPARC vem com todos os benefícios da versão para servidores, como instalação fácil do LAMP, e também outras novidades como melhor integração com clusters e SANs, gcc, glibc e kernel já otimizados para a arquitetura Niagara por padrão e detecção do hardware encontrados nesses servidores.
Agora o que muda para você, usuário desktop, o lançamento do Ubuntu para servidores da Sun ? É bem simples: além de fortalecer a comunidade, teremos mais usuários profissionais, mais documentações irão surgir, mais gente se empenhará em relatar bugs, a Canonical terá uma arrecadação maior.
Clientes corporativos são o que mais consomem suporte e a Canonical sobrevive prestando serviços de suporte e customização do Ubuntu. Como esta empresa contrata os principais desenvolvedores do Ubuntu, é provável que os novos clientes criados pelo uso dos servidores Niagara sustentem a contratação de mais desenvolvedores.
As imagens já estão disponíveis para download em todos os mirrors do Ubuntu. Foi também disponibilizado um similar ao Netinstall do Debian, uma pequena imagem de CD que serve apenas para dar boot e baixar os demais pacotes.
Uma idéia para migração
Jun 14th
Sem começo, sem meio e sem fim, surgiu uma idéia para migração na minha cabeça. Vejo muitas pessoas falando maravilhas do Ubuntu, que se pudessem migrariam, mas que dependem de 3 ou 4 aplicações do Windows e que não podem ainda migrar. Essas aplicações ou foram feitas por programadores contratados ou são impostas pela matriz da empresa, não funcionam bem no Wine e deixam vários desktops longe de mundo Linux. Se minha idéia funcionar, isso era uma limitação até agora.
Passeando pela internet conheci o tímido SeamlesRDP. RDP é um protocolo nativo do Windows para acesso de desktop remoto. Faz exatamente o que o VNC faz e já no WIndows 2003 Server, vários usuários podem ter sessões diferentes no mesmo servidor, assim como faz o FreeNX no Linux.
Mas a novidade é o SeamlessRDP. Ele é um cliente para Linux de RDP (dentre vários já existentes que até acompanham o Ubuntu) que em vez de exibir todo o desktop remoto, ele exibe apenas a janela de um programa. Bem similar ao que o comando ssh -X faz. E chazan, temos a peça que faltava !
Nas empresas de perfil parecido com que expliquei anteriormente, os desktops poderiam ser migrados para o Linux com o SeamlessRDP instalado. Na rede local, um servidor Windows conteria os programas win32 que a empresa necessita. Então dentro do desktop Linux dos usuários, em pleno Gnome, KDE ou similar, através de um clique em um ícone, pode-se abrir um programa Windows que está rodando através do servidor remoto de forma transparente. Os usuários sequer vão notar que a aplicação está sendo rodada remotamente. Até a borda da janela será igual ao do Windows !
Depois de ter sorrido sozinho ao notar quantas portas esse modelo abriria, vi que ainda faltava uma peça fundamental: ainda havia Windows na rede. E pior, talvez envolvesse a aquisição de mais um CPU para rodar o Windows, o que criaria ‘custos’ a empresa, palavrinha que elas têm fobia.
Mas nem tudo está perdido. Ainda nas garagens está sendo desenvolvido um sistema operacional que não é Linux e nem um aparentado que já foi discutido aqui no Planeta pelo Turicas. Chama-se ReactOS, um sistema livre que roda apĺicações e drivers feitos para Windows. Mais que isso, eles tentam imitar a interface e decisões de engenharia do sistema da Microsoft. Os desenvolvedores só pretendem tomar próprias decisões, fazer inovações em interface e dispositivos quando atingirem um grau extremo de semelhança com o Windows, em que o sistema seria confiável suficiente para suportar qualquer aplicação que se instala no Windows.
Segundo site do sistema, se você trocar o Windows do computador da sua avó pelo ReactOS e ela além de não perceber a diferença ainda fizer tudo que fazia antes, o projeto atingiu seu objetivo. O desenvolvimento dele é bem integrado com Wine, até muitos desenvolvedores atuam simultaneamente nos dois projetos. Questionamentos sobre a ideologia do ReactOS a parte, trata-se de um sistema livre e isso tem seu mérito.
Então, no modelo de migração que pensei, em vez de manter um servidor Windows rodando na rede e sustentando as aplicações da empresa, podemos ter o ReactOS na rede exercendo o mesmo papel e mantendo a empresa livre de sistemas operacionais proprietários. Resolvi me arriscar no Inkscape e esquematizar para quem ainda não entendeu:

Se você se empolgou e já está fazendo o download do ReactOS, vá com calma. O sistema está em uma fase muito inicial de desenvolvimento. Na versão atual sequer suporte de rede há. Ele está previsto ainda para ese ano na versão 0.0.3. Conversei com os desenvolvedores do sistema no #ReactOS da Freenode e pernambulei o fórum do site oficial do sistema. Já existe muito interesse em desenvolver um servidor RDP para o ReactOS. Apesar de não haver prazos, podemos sim esperar para 2007 e 2008 um servidor RDP nesse sistema.
E para por a cereja no sundae, que tal pensarmos no Edgy ? Cogita-se bastante integração com o Xen para a próxima versão do Ubuntu. Trata-se um sistema de paravirtualização que permite que vários sistemas operacionais sejam executados ao mesmo tempo no mesmo computador. Já existe uma versão adaptada do ReactOS para ser utilizada sobre o Xen. Agora junte você as peças. Deu para ver o cenário ? Em vez de comprar/destinar um CPU apenas para o ReactOS, é possível com um único computador rodar ao mesmo tempo Ubuntu e ReactOS e deixá-lo como servidor da rede, tanto para aplicações Linux como Apache, postfix etc como os programas Windows sustentados pelo ReactOS.
Dá para inventar mais firula nesse modelo ? Claro ! Que tal LTSP nos desktops Linux ? Muitas empresas ainda trabalham com máquinas de 10 anos de idade. E se a empresa tiver verba para para comprar mais servidores ? LTSP+OpenMOSIX, um sonho de criança !
É melhor eu parar antes que eu sugira uma cafeteira USB…
Abraços,
KurtKraut
Salamandra futurista
Jun 10th

Um pouco mais de uma semana depois do lançamento do Dapper Drake, a comunidade Ubuntu começa a preparar o terreno para os primeiros passos da nossas salamandra, Edgy Eft, codinome da próxima versão do Ubuntu. O Edgy deverá ser lançado ainda em outubro desse ano, o que promove um ritmo acelerado de desenvolvimento.
E esse ritmo já começa acelerado. Já foram colocados no ar os repositórios oficiais do Edgy, que servem apenas para estruturação, qualquer tentativa de atualizar para o Edgy no momento agora irá danificar o sistema. Mas só esse primeiro passo é uma demonstração que a produção da salamandra já está à todo vapor.
O kernel que acompanhará o Edgy será o 2.6.17 e o compilador gcc 4.1. De resto, ainda é só especulação ou discussão. A comunidade pode sugerir e discutir recursos e mudanças para o Edgy em wikis destinados a isso. Lá, encontram-se das idéias mais brilhantes até as mais insanas.
Muitas pessoas não perceberam que o Edgy terá menos tempo de desenvolvimento e estão atirando para todos os lados, querendo que o Edgy venha com tudo do mais novo e mais instável (diga-se de passagem). Uma dessas insanidades é querer que o Xgl seja o servidor X por padrão no lugar do X.org 7.1. Há nitidamente por parte de muitos uma confusâo entre evolução e revolução. Em 4 meses devemos evoluir, eleger poucas mais grandes metas e concentra-se nelas
Mas minha intenção hoje é trazer para o Planeta algumas das sugestões que achei mais relevantes feitas pela comunidade. São elas:
1) Janelas de boas-vindas.
Após a instalação, o usuário seria recepcionado no sistema por uma janela de boas-vindas, listando de forma amistosa as documentações mais consultadas e relevantes logo após a instalação, como por exemplo, como fazer a internet funcionar e como habilitar os demais repositórios oficiais, com avisos sobre as questões legais e de SL envolvidas.
2) Explicações sobre legislação e codecs.
Com certeza o primeiro pensamento de um usuário novato que tenta tocar MP3 no Ubuntu é de que se trata de um ‘erro’ no sistema. Esse tipo de má impressão tem que ser combatida. Com isso, o sistema seria munido de textos explicando as questões legais dos codecs proprietários para sensibilizar o usuário sobre as limitações que o sistema tem ‘out of the box’.
3) Integração com o Windows.
A montagem automática desde o LiveCD até o sistema instalado das partições NTFS e FAT32 do WIndows com até integração do conteúdo, como por exemplo, a capacidade de importar os ‘favoritos’ do Internet Explorer do Windows para o Firefox do Ubuntu. Para o usuário que está ensaiando seu ingresso no mundo Linux esse tipo de recurso é importante, dá sustentabilidade a sua permanência no Ubuntu, tendo acesso ao seus arquivos e dados importantes para que cada vez menos sinta a necessidar de dar boot no Windows.
4) Sistema de arquivos amigável.
Eu odiaria ser obrigado a usar um sistema assim, mas sendo isso um recurso configurado por padrão, ajudaria muito o uso do Ubuntu por leigos. Atualmente nosso sistema de arquivos é uma sopa de letrinhas formando trincas incompreensíveis e assustadoras para o usuário: /usr /opt, /var etc. A idéia é ocultar por padrão pastas que o usuário dificilmente teria a necessidade de manipular e/ou apresentá-las com um nome mais inteligível e quem sabe, até traduzido em seu idioma local ?
5) Níveis de experiência usuário.
O sistema perguntaria ao usuário qual o nível de experiência do usuário, com duas ou três opções (ex.: inciante/intermediário/experiente) e eles seriam tratados de forma diferente. Para um usuário iniciante, o sistema mencionaria ‘Som’ em vez de ALSA ou ‘Tela de entrada’ em vez de GDM. Mas já que o sistema tem a ‘humanidade’ em mente, por que não humanizar ele por completo ? Pelo menos para mim dentro do Ubuntu falar em ‘Tela de Login’, fica claro que estamos falando do GDM e me habilitaria a falar o ‘dialeto’ dos usuários iniciantes que presto suporte.
6) Reconhecimento de voz.
Um dos dias que mais me diverti com um computador foi com um iMac e seu sistema de reconhcimento de voz. A máquina possuia um microfone embutido e ao ativar um programa, bastava você falar a palavra ‘browser’ não tão perto do microfone que o sistema abria uma janela de navegador. Mais que uma tecnologia assistiva, útil a deficientes, ela é um excelente aditivo a usabilidade do sistema. Além de teclado e mouse, teremos a voz para coordenador o computador e isso promove um acesso mais rápidos a programas e tarefas.
7) Fim do X Torre de Babel.
Um recurso que já existe na sessão de LiveCD do Dapper e que poderia ser incluso no sistema instalado do Edgy é o uso do driver VESA em última instância para o X. Caso o X não consiga utilizar os drivers da placa de vídeo ou tenha qualquer outra dificuldade, ao invés de entregar o usuário para o terminal piscante e abandoná-lo, iniciar o sistema com VESA permite pelo menos o acesso a interface gráfica e permitir que o usuário dê um grito de socorro na web.
Uso do InitNG para o boot.
Que tornaria o processo de boot, antes vergonhoso no Breezy, mais rápido que já é no Dapper. Além de ter otimizações por natureza, o InitNG toma decisões aparentemente melhores. No sistema de boot atual, qualquer serviço instalado (ex: apache, MySQL) será iniciado automaticamente no boot. Já no InitNG, você precisa expressamente dizer que um serviço instalado deve ser rodado no boot. Isso permite que o usuário tenha um controle claro do que deve iniciar ou não mas exigirá dele um engajamento maior na configuração do sistema para que funcione como desejado.
9) Instalação madura.
O Ubuntu trouxe muita gente para o mundo Linux e a fatia de usuários experientes usando o Ubuntu ou que ganharam experiência com ele vêm aumentando. Um dos motivos do CD de instalação até hoje não permtir a seleção de pacotes é porque o usuário não conheceria os programas, não faria sentido perguntar se ele quer instalar um programa chamado gdesklets por exemplo. Mas esse cenário tem mudado e acho que vale a pena atender o usuário experiente na instalação.
Também outras sugestão é permitir os mais diversos meios de conexão durante a instalação, como PPPoE mesmo no ‘Alternate Install’, para que os pacotes extras sejam baixados no ato da instalação.
No particionamento a idéia é, por padrão, manter o /home numa partição separada da raiz /, o que até hoje era tido como uma ‘configuração avançada’.
Para melhor performance, o instalador optaria por um kernel otimizado para a arquitetura do processador, como o linux-image-k7 para alguns processadores AMD em vez do genérico linux-image-386.
Por fim, imagens de CD traduzidas para os mais diversos idiomas, como o português. Assim, desde a telinha de boot do GRUB no CD de instalação até o sistema instalado, todo o processo seria em português.
10) Multimídia para gente grande.
Dentre as sugestões para essa área, as mais relevantes foram a definição do Listen como player de áudio padrão e o Diva para edição de vídeos. O Listen é um player voltado para Gnome, repleto de recursos, como exibição da letra da música, dados da wikipedia e integração com o last.fm. Já o Diva, é um editor ainda no início de seu desenvolvimento, longe de uma versão 1.0 mas tem uma usabilidade tremenda, talvez um dos melhores programas no questio interface e usabilidade já feitos no Linux. Deixa o Windows Movie Maker comendo pó. Não deixe de ver alguns screenshots e vídeos do Diva para entender do que estou falando.
11) Impressão.
É uma das áreas com menos sugestões. Poucas, mas boas. Desde impressora virtual para PDF instalada por padrão, o que permite que qualquer programa capaz de imprimir gere um PDF, até o desenvolvimento de ferramentas que tornem o compartilhamento de impressora com o Windows mais amigável.
12) apt diversificado.
Me impressionei com a sugestão do apt-torrent. Apesar de duvidar que se torne um método popular para baixar e instalar programas, ter essa carta na manga é interessante pois pode descentralizar o fluxo de pacotes quando os repositórios estiverem lentos ou fora do ar.
O apt-build também poderia ser cogitado para integrar o melhor do mundo Debian, da instalação por pacotes, com os benefícios da compilação otimizada. Seria um meio termo interessante entre um sistema totalmente pré-compilado como o Debian e um totalmente compilado como o Gentoo. Ele seria útil para instalar pacotes pesados/lentos que atuam como gargalo na execução de tarefas e/ou na compilação de pacotes utilizados por muitos outros, como python, e portanto quanto melhor forem otimizados, mais programas serão beneficiados por esse aumento de velocidade.
Por fim, uma das modificações que acho mais importante es e tivesse que eleger uma para o Edgy de todas essas que trouxe aqui, eu elegeria essa: 7zip para pacotes. O 7zip é um conjunto de algorítmos de compressão que são capazes de comprimir arquivos em tamanhos bem menores do que outras compactações mais comuns como gzip e bz2 utilizados atualmente nos pacotes .DEB.
Em testes preliminares, um arquivo de 1612.5mb foi compactado nesses diferentes formatos. Veja os tamanhos finais desse arquivo comprimido:
Gzip: 596.9mb e levou 02min25s para descompactar.
Bzip2: 539Mb e levou 02min11s para descompactar.
7zip (compressão padrão): 445.6mb e levou 06min35s para descompactar.
7zip (compressão alta): 424.3mb e levou 06min29s para descompactar.
7zip (compressão máxima): 423.2mb e levou 06min25s para descompactar.
Se todos os pacotes .DEB do Ubuntu passassem a ser ser compactados por 7zip, o tempo de instalação do sistema e de pacotes em geral triplicaria. Mas pense no impacto do uso de 7zip em alguns pacotes de segurança ou correção de falhas.
É extremamente importante que todos os usuários tenham o mais rápido possível estes arquivos, e compactando em 7zip tornaria-se muito mais fácil para o usuário de conexão discada ser contemplado com essas atualizações importantes, Isso tornaria o acesso as atualiações de segurança do Ubuntu mais democrática e eficiente.
Sem esquecer, claro, que a compactação 7zip poderia ser utilizada no CD do Ubuntu. Essa taxa de compactação adicional de 24% a 27% de espaço daria muito espaço para que mais pacotes fossem incluídos por padrão no CD de instalação. Imagine o que seria então um DVD de pacotes do Ubuntu majoritariamente compactados em 7zip ? Seria a salvação dos usuários com conexão discada ou com máquinas sem qualquer conexão.
Bem, são essas as discussões e sugestões mais relevantes para o Edgy na minha opnião. Vale frisar que são apenas sugestões e não metas de desenvolvimento. Nenhum dos itens acima descritos foram determinados como metas para o Ubuntu e não serão obrigatoriamente desenvolvidos. Mas boa parte deles muito provavelmente deve chegar a nossos computadores por volta de outubro deste ano.
Abraços,
KurtKraut
Regras para o concurso de design Guia Dapper
Jun 6th

Aloha,
Como anunciou o OgMaciel em um post, estamos em busca de um design para o Guia Dapper. Entendemos que o guia não deve ser apenas bom de se ler, tem que ser bonito de se ver também. Para isso, estamos abrindo essa possibilidade para que os designers tanto profissionais como enrustidos demonstrem seu talento fazendo um design para o Guia Dapper.
Para que fique claro o funcionamento do concurso, segue abaixo as regras para os candidatos:
1) Qualquer indivíduo pode participar do concurso, independente de vínculo ou histórico com o Ubuntu Brasil .
2) Não será aceito o uso de formatos proprietários como SWF.
3) Devem ser seguidos os padrões W3C (HTML 4 ou XHTML 1) , ou seja, nada de tags específicas para certos browsers.
4) Os designs podem ser hospedados e a URL nos enviada por e-mail ou o candidato pode nos enviar o material compactado em .tar.gz para ubuntu@kurtkraut.net . Podem ser enviados tanto o design em (X)HTML como a imagem/layout apenas do site. Mas caso o design seja eleito, deverá ser fornecido o (X)HTML.
5) Os designs devem ser enviados/apresentados com a esta licença. Se você já está hospedando o design em algum lugar, coloque um link para esta licença. Se for nos enviar por e-mail, coloque dentro do .tar.gz um arquivo texto contendo a licença.
6) Havendo mais de um design adequado para o Guia, um júri irá colocá-los para votação pública, a ser anunciada aqui no Planeta.
7) Serão aceitos designs para seleção até dia 01/07/2006 as 23:59:59 no horário de Brasília
Designs fora das regras acima não serão aceitos.
Quaisquer dúvidas sobre o processo, orientações sobre o design e o Guia, basta me contactar via ubuntu@kurtkraut.net.
Festa Dapper Rio de Janeiro – realizada.
Jun 5th

Essa é a galera que compareceu na Festa Dapper no Rio de Janeiro, excetuando o vantex que estava tirando a foto com meu celular que não é lá grandes coisa. Já estávamos na rua indo embora quando tiramos a foto. No padrão ocidental, estão: KurtKraut, Krysamon e sua esposa, estranho (sim, é o pseudônimo dele), AlexTelecentro e junix-br.
Como a página contendo as instruções de como chegar (juntamente com o Planeta) ficaram fora do ar durante todo o fim de semana, muita gente que deixou de última hora para pegar o endereço acabou não indo, o que prejudicou a abrangência do nosso encontro mas não a qualidade. Questões muito relevantes foram levantadas em meio a alguns chopps e batatas fritas recém-plantadas (estranho que o diga).
Foi o primeiro encontro de Ubuntu no Rio de Janeiro e será pontapé para os demais. Desse encontro por exemplo, junix-rj deu grandes idéias e sugestões para ajudar no nosso Install Fest ainda esse ano e o AlexTelecentro também se colocou a disposição para arregaçar as mangas. Então, estamos progredindo
Também propus ao estranho e ao junix-rj que têm um envolvimento com o Debian-RJ para que atuassemos em conjunto (Debian e Ubuntu no Rio) para uma agenda de software livre. Que juntos fizéssemos palestras, campanhas e eventos de SL para promover a cultura livre.
Ao invés de ficar caçando usuários e puxar sardinha para uma distribuição, vamos fazer a propagação da filosofia do Software Livre juntos e apresentar os dois sistemas como caminhos para o usuário escolher. Foram bastante receptivos com a idéia e já marquei na minha agenda a presença em um evento em Realengo no dia 24 deste mês.
Mas o que pessoalmente me encantou foi uma evangelização inesperada que fiz. Cheguei no bar e pus os CDs do ShipIt do Breezy na mesa, abertos, em pé e bem visíveis para que fosse fácil localizar a mesa. Cheguei 30min mais cedo para poder recepcionar todos.
Um rapaz na mesa ao lado ficou observando os CDs até que me abordou e perguntou do que se tratava. E descarreguei nele minha munição de idéias sobre software livre liberdade intelectual quando, para meu espanto, ele declara que já havia usado Linux, que era músico, e que no Paraná tinha feito parte de um grupo que se propunha a produzir músicas apenas com software livre.
Aí o papo engrenou, até que chegaram os primeiros ubunteiros (ou ubuntistas ? Aceito sugestões). Dei atenção integral aos que compareceram e sequer tornei a falar com o rapaz da mesa ao lado. Mas fiquei muito feliz quando ele, de saída, veio se despedir de mim e me entregou um CD, um single com seu trabalho. ‘Vadeco e os astronautas’ era o título e eu acabara de conhecer o Vadeco
(o mais próximo de camiseta listrada na foto abaixo).

Voltei para casa ávido para ouvir o CD de duas faixas, com as canções ‘Tourada’ e ‘Condição’. São duas faixas de estilo bastante diferente, mas os arranjos e toda a finalização da música achei de bom gosto. Tenho ouvido todos os dias as duas faixas e entrou para meu seleto grupo de músicas cotidianas. Achei que o trabalho deles é apelativo sim, têm naipe para ser uma banda de abrangências nacionais e terem hits na TV e no rádio.
Eu gastei bastante saliva tentanto incitar no Vadeco idéias de distribuição livre de músicas, de disponibilizar material online e etc quando para também meu espanto a banda disponibiliza músicas online pelo site Tramavirtual. Para checar detalhes da banda e ouvir músicas, basta clicar aqui.
Acho que isso é tudo. Agradeço muito aos presentes, aos que tentaram ir mas não conseguiram (Turicas, Bruno Alves, Sérgio Lima) e a todos que pelo menos pensaram ir.
Abraços,
KurtKraut