Às vezes me irrito com pessoas na minha frente na fila de um fastfood qualquer. Aquelas que ficam olhando para as fotos ilustrativas e levam mais de 5 minutos para decidir o que comer enquanto meu estômago está sofrendo autodigestão.

A culpa não é delas. O problema que essas pessoas enfrentam é o mesmo que meus alunos em torno dos 18 anos enfrentam: escolher um entre centenas. Assim como existem uma infinidade de tipos de sanduíches e centenas de cursos universitários, o computador é uma caixinha de várias opções, decisões, YES, NO, OK, CANCEL, ABORT…

Tomar um decisão, escolher uma opção não é uma única escolha e sim várias. Por isso, digo aos meus alunos que não basta escolher a alternativa ‘B‘ como correta, mas a ‘A‘, a ‘C‘ e a ‘D‘ também devem ser escolhidas como erradas. Tem que haver um motivo para você não ter escolhido cada uma.

Ao entupir uma interface com opções – todas elas de igual importância – a dificuldade que o usuário sofrerá é a mesma dos exemplos anteriores. Leva um tempo para digerir todas as informações e isso diminui a curva de aprendizado, torna o uso do sistema irritante e teremos pessoas sofrendo de síndrome da abstinência do Windows.

Mas deve haver um limite. Sou adepto de sua sugestão OgMaciel. Quanto mais experiência temos, mais rápido e melhor podemos escolher o que queremos e o que não queremos. Se não permitirmos que o usuário usufrua do seu poder de decisão mais experiente, teremos um sistema que tem prazo de validade: funciona bem para os iniciantes mas assim que forem mais experientes, sentirão falta de mais recursos.

Deixemos que o usuário diga ao sistema o quanto ele pode decidir e o quanto de experiência tem para tomar cada decisão. Aí sim todo o esforço realizado por vários desenvolvedores não serão úteis apenas para a infância de quem nasce no mundo Linux.