Geek profissional
Archive for February, 2006
Ubuntu no laptop ?
Feb 27th
Se você tem o privilégio de ter um laptop, por que não ter a honra de ter um laptop com o Ubuntu ? Mas tem medo do quão difícil isso pode ser ? Medo de ter botões e outros recursos deixando de funcionar ?
Então se beneficie da experiência de outros usuários que possuem um laptop de mesmo modelo que o seu. Consulte seu modelo dentro da lista de 161 modelos disponíveis do site tuxmobil.org – lá você pode ter uma prévia do que deve funcionar, do que não deve funcionar e como resolver problemas mais comuns.
Para quem tem (ou pretende ter) um Tablet PC eu já me adiantei e sugeri ao Ubuntu Laptop Team estudar mais os programas já disponíveis para Linux para utilização dos recursos dessa modalidade de laptop. Além de eu ter uma ‘quedinha’ por esse tipo de brinquedo, a Nokia já entrou no ramo e a Microsoft a que tudo indica também irá produzir seu Tablet ainda em 2006.
Inclusão Digital com Ubuntu (FAG.edu.br)
Feb 18th

Está e uma das várias imagens disponíveis do projeto de Inclusão Digital da Faculdade Assis Gurgacz. Para divulgar o projeto, optei por fazer uma entrevista colaborativa. Convidei os usuários da Lista de Discussão do LoCoTeam Brasileiro para fazerem algumas perguntas sobre o projeto ao Daniel Kühl, um dos responsáveis pelo projeto.
OgMaciel: Sei que voces devem estar cansados de responder esta pergunta, mas… Qual é o objetivo deste projeto a curto e longo prazo?
Daniel: O objetivo do projeto a curto prazo é levar às pessoas que não tem como ter um curso ou um acesso à internet. A longo prazo é incluir essas pessoas no mundo digital, para elas saberem como usar e o porque usar a tecnologia hoje disponivel e acessivel a elas.
lucasd: Como surgiu a idéia do ônibus com computadores?
Daniel: A idéia surgiu do Diretor Geral da faculdade, ele propôs a idéia e nós executamos em conjunto com outra empresa do mesmo grupo, a Eucatur, que cedeu toda a infraestrutura necessária (ônibus, motorista, móveis internos) bem como o acabamento e reforma dos ônibus, já a equipe de informática da Faculdade Assis Gurgacz (FAG) ficou responsável pela configuração e instalação dos computadores, redes e servidores, bem como sua manutenção.
lucasd: Como foi a reação das pessoas ao conhecer o projeto?
Daniel: As pessoas ficam encantadas, elas não acreditam que um projeto como esse era possível de ser feito, e quando informamos que o projeto é para a comunidade eles ficam mais espantados ainda.
Elton Lima: Como foi produzido o ônibus e como é feito a infraestrutura para a conexão e o acesso?
Daniel: O ônibus é de uma frota da empresa do mesmo grupo da FAG, a Eucatur, ela ficou encarregada de conseguir os onibus e prepara-los para receber toda a infraestrutura de redes. A conexão das estações com a internet é feita por meio de um Servidor IBM xSeries, que é conectado a internet por meio de ADSL, essa ADSL, foi feito um acordo com a Brasil Telecom de eles fornecerem a internet nos pontos onde o onibus é deslocado, geralmente em feiras de eventos e em escolas. Atualmente não existe restrição para o acesso a internet.
Magnus: quando ele começa a rodar o brasil?
Daniel: A princípio o projeto restringe-se a Cascavel /PR e a cidades da região.
Magnus: vao ser quantos onibus?
Daniel: Atualmente já estão prontos 4 ônibus, em 2006 serão feitos mais 8 onibus como esses, totalizando 12.
Elton Lima: Com a meta de realizar a inclusão digital, como é formado o auxilio dos profissionais para o auxilio e o acesso aos computadores, como é feito o controle de acessos?
Daniel: Os profissionais que fazem o auxílio e o acesso são estagiários do curso de Informática de faculdades da região. O controle de acesso interno ao onibus é feito da seguinte forma: na escolas, fica a direção encarregada de organizar turmas e horários, a prefeitura da cidade cede gentilmente um profissional responsável por ensinar às pessoas. Já quando está em feiras e/ou eventos, o acesso ao onibus é sem restrição, pois o onibus vai esses eventos somente para prover o acesso a internet aos interessados e para mostras mais sobre o projeto, não existe cursos nesses eventos.
MarioMeyer: Este é um projeto implementado apenas no Brasil? Ou vocês sabem de algum outro projeto similar em outro país?
Daniel: Sim, já ouvimos e vimos falar, em São Paulo existe um projeto nessa linha, não me lembro o nome.

Marcelo Mendes: Pelas fotos percebe-se que há muitas crianças, seria esse o público alvo (crianças)? Se sim, existe interesse posteriormente em expandir para atender a jovens e adultos?
Daniel: O público alvo são todas a idades, na ocasião das fotos uma turma de crianças estava utilizando a infraestrutura do onibus.
lucasd: Quais os futuros planos para projeto? Vocês pretendem colocar mais ônibus, ou passar a circular em outras cidades e estados?
Daniel: Sim, em 2005 foram feitos 4 onibus identicos para o projeto, em 2006 serão feitos mais 8 ônibus. Eles cicularão pela cidade de Cascavel/PR e cidades da região. Não existe planos para outros estados.
MarioMeyer: Se outras entidades e/ou pessoas estiverem interessadas em ajudar o seu projeto, como devem proceder?
Daniel: Atualmente esse projeto é feito em parceria com o Governo Federal, pelo Ministérios das Comunicações. Atualmente não há uma forma de contribuição, a não ser com sugestões para o projeto bem como sua divulgação.
MarioMeyer: Se outras entidades e/ou pessoas desejarem implementar projetos semelhantes, poderiam pedir ajuda à vocês? Este know-how pode ser compartilhado? Se sim, como devem proceder? Quem devem procurar?
Daniel: Sim, podem pedir. O projeto é para a comunidade. O know-how pode ser e será compartilhado, para pedir essa ajuda, e/ou mais informações sobre o projeto, pode-se entrar em contato com Odirlei Antonio, pelo email odirlei@fag.edu.br e daniel@fag.edu.br
Marcelo Mendes: Que tipo de abordagem é feita para divulgação do projeto nos locais por onde esse ônibus “livre” passa?
Daniel: Em escolas, a própria escola/direção fica encarregada disso. Em eventos, ele fica parado num local estratégico com banner explicativos, as pessoas interessadas podem entrar para conhecer.
KurtKraut: Por que vocês escolheram o Linux e por que dentre as distribuições Linux o Ubuntu foi utilizado ?
Daniel: Bem, fizemos uma comparação com preços de licenças MS Windows e o custo ficaria muito alto, por isso utlizamos o Linux. A distribuição escolhida foi a Ubuntu porque é uma distribuição que já vinha com os softwares que precisávamos além de ser um projeto promissor e com bastante suporte no site http://www.ubuntu.com
KurtKraut e Ubuntuser: É excelente a idéia de introduzir a informática para pessoas utilizando o Ubuntu. Mas provavelmente estas pessoas quando se depararem com um computador em outra oportunidade, muito provavelmente a plataforma será Windows. Como que vocês lidam com a questão e que tipo de orientação sobre esse assunto vocês passam aos alunos ?
Daniel: Existe esse “mito”, mas o melhor de tudo é que deparamos com pessoas (80%) que nem sequer fazem idéia do que é o “Windows”, e apresentamos a elas o Computador com um sistema operacional instalado, no caso, o Linux. Como as ferramentas utilizadas são de fácil aprendizagem e fazem o que tem que ser feito, não existe essa barreira do “Windows” para nós. Na verdades, estamos implantando já uma cultura Livre para essas pessoas, que quando utilizarem um computador com o Windows certamente perguntarão “Que sistema operacional é esse”?
OgMaciel: De que forma a comunidade Ubuntu Brasil poderia ajudar o projeto?
Daniel: A princípio não tem muito o que ser feito, mas ela pode ajudar enviando sugestões, para o email daniel@fag.edu.br
OgMaciel: Onde encontrar mais informações sobre o projeto?
Daniel: Estarei encaminhado um material completo para o Kurtkraut, ele poderá formatar elas se quiser. Essas informações estarão livremente disponiveis no site do projeto de vocês, que aliás, é uma iniciativa plauspivel! Parabéns.

Agradeço ao Daniel e a todos que participaram enviando perguntas.
Em resposta ao OgMaciel sobre a simplificação do GNOME
Feb 7th

Às vezes me irrito com pessoas na minha frente na fila de um fastfood qualquer. Aquelas que ficam olhando para as fotos ilustrativas e levam mais de 5 minutos para decidir o que comer enquanto meu estômago está sofrendo autodigestão.
A culpa não é delas. O problema que essas pessoas enfrentam é o mesmo que meus alunos em torno dos 18 anos enfrentam: escolher um entre centenas. Assim como existem uma infinidade de tipos de sanduíches e centenas de cursos universitários, o computador é uma caixinha de várias opções, decisões, YES, NO, OK, CANCEL, ABORT…
Tomar um decisão, escolher uma opção não é uma única escolha e sim várias. Por isso, digo aos meus alunos que não basta escolher a alternativa ‘B‘ como correta, mas a ‘A‘, a ‘C‘ e a ‘D‘ também devem ser escolhidas como erradas. Tem que haver um motivo para você não ter escolhido cada uma.
Ao entupir uma interface com opções – todas elas de igual importância – a dificuldade que o usuário sofrerá é a mesma dos exemplos anteriores. Leva um tempo para digerir todas as informações e isso diminui a curva de aprendizado, torna o uso do sistema irritante e teremos pessoas sofrendo de síndrome da abstinência do Windows.
Mas deve haver um limite. Sou adepto de sua sugestão OgMaciel. Quanto mais experiência temos, mais rápido e melhor podemos escolher o que queremos e o que não queremos. Se não permitirmos que o usuário usufrua do seu poder de decisão mais experiente, teremos um sistema que tem prazo de validade: funciona bem para os iniciantes mas assim que forem mais experientes, sentirão falta de mais recursos.
Deixemos que o usuário diga ao sistema o quanto ele pode decidir e o quanto de experiência tem para tomar cada decisão. Aí sim todo o esforço realizado por vários desenvolvedores não serão úteis apenas para a infância de quem nasce no mundo Linux.